﻿{"id":8941,"date":"2018-04-21T15:01:25","date_gmt":"2018-04-21T13:01:25","guid":{"rendered":"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/?p=8941"},"modified":"2018-04-21T15:04:24","modified_gmt":"2018-04-21T13:04:24","slug":"o-arquiteto-e-o-imperador-da-assiria-de-fernando-arrabal-com-rubens-caribe-e-eduardo-silva-teatro-jaragua-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/2018\/04\/21\/8941\/o-arquiteto-e-o-imperador-da-assiria-de-fernando-arrabal-com-rubens-caribe-e-eduardo-silva-teatro-jaragua-sao-paulo\/","title":{"rendered":"&lsquo;O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria&rsquo;, de Fernando Arrabal  com Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva: Teatro Jaragu\u00e1 (S\u00e3o Paulo )."},"content":{"rendered":"<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col col--s-1-1 col--m-1-1 col--l-4-6 col-offset--l-1-6\">\n<header class=\"content-header\">\n<h3 class=\"content-header__title\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-8949\" src=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/FELCO_180316-102-Editar-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/FELCO_180316-102-Editar-300x200.jpg 300w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/FELCO_180316-102-Editar-768x512.jpg 768w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/FELCO_180316-102-Editar-620x413.jpg 620w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/FELCO_180316-102-Editar-840x560.jpg 840w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/FELCO_180316-102-Editar-420x280.jpg 420w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/FELCO_180316-102-Editar.jpg 864w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-8942\" src=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/15235655475acfc3ebea559_1523565547_3x2_rt-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/15235655475acfc3ebea559_1523565547_3x2_rt-300x200.jpg 300w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/15235655475acfc3ebea559_1523565547_3x2_rt-768x512.jpg 768w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/15235655475acfc3ebea559_1523565547_3x2_rt-620x413.jpg 620w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/15235655475acfc3ebea559_1523565547_3x2_rt-840x560.jpg 840w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2018\/04\/15235655475acfc3ebea559_1523565547_3x2_rt-420x280.jpg 420w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>&lsquo;O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria&rsquo;, de Fernando Arrabal.<\/h3>\n<p class=\"content-header__subtitle\">Pe\u00e7a com Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva faz temporada no Teatro Jaragu\u00e1\u00a0 (S\u00e3o Paulo ).<\/p>\n<div>\n<header class=\"article-header\">\n<h1 class=\"article-title\">Em nova vers\u00e3o de Fernando Arrabal<\/h1>\n<h2 class=\"article-subtitle\">\u00ab\u00a0O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u00a0\u00bb, que estreia em abril<\/h2>\n<div class=\"article-author\">Por\u00a0Dirceu Alves Jr.<\/div>\n<div class=\"article-date\"><i class=\"material-icons\">access_time<\/i>1 mar 2018, 12h28 &#8211; Publicado em 1 mar 2018, 12h25<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"paywall-notice\"><\/div>\n<section class=\"share\"><i class=\"icon-facebook\"><\/i><i class=\"icon-twitter\"><\/i><a href=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/blog\/dirceu-alves-jr\/eduardo-silva-e-rubens-caribe-em-nova-versao-de-fernando-arrabal\/#respond\"><i class=\"material-icons\">chat_bubble_outline<\/i><\/a><i class=\"icon-envelope-o\"><\/i><i class=\"icon-pinterest\"><\/i><i class=\"material-icons\">more_horiz<\/i><\/section>\n<section class=\"article-content content-closed\">\n<div class=\"featured-image\">\n<div class=\"image\"><img decoding=\"async\" class=\"abril-image optimized lazyloaded\" title=\"O arquiteto e o imperador da Ass\u00edria\" src=\"https:\/\/abrilvejasp.files.wordpress.com\/2018\/03\/o-arquiteto-e-o-imperador-1.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p class=\"caption\">Eduardo Silva e Rubens Carib\u00e9 \u00a0(Fulvio Filho\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/div>\n<p>Cl\u00e1ssico do espanhol Fernando Arrabal, a pe\u00e7a\u00a0<em>O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria<\/em>(1966) serviu de met\u00e1fora contra a ditadura militar no Brasil. Em 1970, Rubens Corr\u00eaa e Jos\u00e9 Wilker defenderam os personagens principais no Teatro Ipanema, no Rio.<\/p>\n<p>Mais de quatro d\u00e9cadas depois, o diretor Leo Stefanini tira o da gaveta para falar de poder e manipula\u00e7\u00e3o em espet\u00e1culo protagonizado por Eduardo Silva e Rubens Carib\u00e9. Na trama, um homem, sobrevivente de um acidente a\u00e9reo, precisa se virar em uma ilha deserta. Por l\u00e1, ele encontra um outro sujeito, nativo, e come\u00e7a a impor sua personalidade de acordo com as conveni\u00eancias. A estreia est\u00e1 marcada para abril no\u00a0<a href=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/estabelecimento\/teatro-jaragua\/\">Teatro Jaragu\u00e1.<\/a><\/p>\n<p>Paulo Vilhena e Beto Bellini protagonizaram uma interessante montagem da pe\u00e7a em 2008, sob o comando de Haroldo Costa Ferrari.<\/p>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col col--s-1-1 col--m-1-1 col--l-5-6\">\n<div class=\"news__main\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col col--s-1-1 col--m-1-1 col--l-3-5\">\n<div class=\"news__content\">\n<div class=\"js-content-article js-news-content js-disable-copy js-tweet-selection\">\n<div class=\"news__date-cover\"><\/div>\n<div>\n<p>Morador de uma ilha deserta, um homem conhecido apenas como Arquiteto acorda um dia com um estrondo. Do lado de fora de sua cabana, encontra o \u00fanico sobrevivente de um desastre a\u00e9reo, que se apresenta como o imperador da Ass\u00edria. Isolados, os dois precisam aprender a conviver.<\/p>\n<p>Com o toque fant\u00e1stico pr\u00f3prio do Teatro , a pe\u00e7a \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d, do\u00a0 Fernando Arrabal, ganha montagem brasileira a partir desta sexta (13) no Teatro Jaragu\u00e1. Dirigida por L\u00e9o Stefanini, a pe\u00e7a tem no elenco Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"entry-content\">\n<div class=\"entry-the-content\">\n<p dir=\"ltr\">Fernando Arrabal flerta com a linguagem do Teatro do absurdo em texto que se passa em uma ilha deserta, onde moram um sobrevivente de um acidente a\u00e9reo e um nativo, interpretados por Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O diretor L\u00e9o Stefanini d\u00e1 continuidade \u00e0 sua pesquisa sobre o Teatro do Absurdo \u2013 iniciada em 2016 com a encena\u00e7\u00e3o de \u201cEsperando Godot\u201d, de Samuel Beckett \u2013 com a nova montagem de O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal. O espet\u00e1culo estreia no dia 13 de abril, no Teatro Jaragu\u00e1 e segue em cartaz at\u00e9 1\u00ba de julho.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As com\u00e9dias absurdas de Arrabal e Beckett t\u00eam muitas semelhan\u00e7as entre si, segundo L\u00e9o Stefanini. \u201cAs duas s\u00e3o as obras-primas desses autores, os escritores s\u00e3o considerados os maiores dramaturgos de seus pa\u00edses, os textos apresentam o encontro entre personagens em um universo pouco definido e elas necessitam da participa\u00e7\u00e3o do espectador. As hist\u00f3rias s\u00f3 se fecham quando o p\u00fablico se torna cocriador das obras. Quando montamos \u2018Godot\u2019, por exemplo, not\u00e1vamos que as pessoas sa\u00edam do teatro com as mais diversas interpreta\u00e7\u00f5es. Esse universo multifacetado de possibilidades \u00e9 o que me encanta\u201d, diz.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A trama se passa em uma ilha deserta onde vive apenas o Arquiteto. Certo dia, depois de ouvir uma explos\u00e3o do lado de fora de sua cabana, ele encontra o \u00fanico sobrevivente de um acidente de avi\u00e3o, que diz ser o Imperador da Ass\u00edria.\u00a0 Depois de anos de uma conviv\u00eancia claustrof\u00f3bica, os dois vivem uma maratona de emo\u00e7\u00f5es: ora se desafiam, ora se solidarizam com a situa\u00e7\u00e3o do outro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O cen\u00e1rio da montagem, assinado por Chris Aizner, \u00e9 uma ilha absolutamente polu\u00edda, que serve para representar a real situa\u00e7\u00e3o de nossos oceanos. \u201c\u00c9 uma praia preta, porque n\u00f3s chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que esta \u00e9 a verdade em que vivemos. Existe um estudo que diz que, em 2050, teremos mais pl\u00e1stico no mar do que peixes. E quisemos cutucar nessa ferida. O figurino de Marichilene Artisevskis tamb\u00e9m n\u00e3o poderia ser diferente, uma vez que esses homens devem estar imundos depois de tanto tempo longe da \u2018civiliza\u00e7\u00e3o\u2019\u201d, explica L\u00e9o Stefanini. Completam a ficha t\u00e9cnica criativa o iluminador Wagner Pinto e o m\u00fasico Raul Teixeira, que assina a trilha sonora.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><ins class=\"adsbygoogle\"><ins id=\"aswift_2_expand\"><ins id=\"aswift_2_anchor\"><\/ins><\/ins><\/ins>Para inserir a plateia nesse universo, a trilha sonora, criada por Raul Teixeira, \u00e9 composta por todos os ru\u00eddos da ilha (das ondas, da chuva, dos trov\u00f5es, dos p\u00e1ssaros, etc.), como uma ambienta\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<p dir=\"ltr\">Ainda segundo o diretor, o texto de Arrabal traz uma comicidade que os artistas buscaram preservar ao m\u00e1ximo, sem infantilizar o espectador. Algumas das refer\u00eancias da encena\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da obra de Samuel Beckett, s\u00e3o as linguagens do grupo ingl\u00eas Monty Python, dos filmes do americano Buster Keaton, do seriado brasileiro TV Pirata e da pe\u00e7a \u201cO Mist\u00e9rio de Irma Vap\u201d, do americano Charles Ludlam.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sobre Fernando Arrabal<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Considerado um dos \u00edcones da dramaturgia espanhola do S\u00e9culo 20, Fernando Arrabal \u00e9 autor de pe\u00e7as de Teatro do Absurdo que ficaram conhecidas no mundo todo, como \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d (1966), \u201cFando e Lis\u201d (1955), \u201cO Cemit\u00e9rio de Autom\u00f3veis\u201d (1959), \u201cO Triciclo\u201d (1953) e \u201cO Grande Cerimonial\u201d (1963). Al\u00e9m de escrever para o teatro, ele \u00e9 autor de 14 romances e j\u00e1 dirigiu sete longas-metragens.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Gra\u00e7as ao car\u00e1ter \u00e1cido e cr\u00edtico de suas obras, Arrabal foi preso pela ditadura franquista e tachado como um dos mais perigosos autores espanh\u00f3is. Na pris\u00e3o, recebeu apoio de outros grandes escritores, como o irland\u00eas Samuel Beckett, o franc\u00eas Fran\u00e7ois Mauriac e o norte-americano Arthur Miller, que pediram sua absolvi\u00e7\u00e3o para o governo ditatorial.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Arrabal recebeu in\u00fameros reconhecimentos internacionais, como o t\u00edtulo de Transcendent Satrape (Pataphysique) do Coll\u00e8ge de \u2018Pataphysique, o Grande Pr\u00eamio de Teatro da Academia Francesa, Pr\u00e9mio Nadal de romance, o Nabokov de novela, o Espasa de ensaio e World\u2019s Theater.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">SINOPSE<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A hist\u00f3ria se passa em uma ilha selvagem, onde vive um \u00fanico habitante. Certo dia, por causa de um acidente a\u00e9reo, o \u00fanico sobrevivente da trag\u00e9dia tamb\u00e9m vai parar na ilha. A partir desta situa\u00e7\u00e3o, os dois personagens vivem uma maratona de emo\u00e7\u00f5es; ora se digladiam, ora se solidarizam, em uma conviv\u00eancia claustrof\u00f3bica, surpreendente e permeada por refinado humor.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ficha T\u00e9cnica<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Texto: Fernando Arrabal<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tradu\u00e7\u00e3o: Wilson Coelho<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dire\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Stefanini<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o: Fulvio Filho<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Elenco: Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Cen\u00e1rio: Chris Aizner<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ilumina\u00e7\u00e3o: Wagner Pinto<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Trilha Sonora: Raul Teixeira<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Figurinista: Marichilene Artisevskis<\/p>\n<p dir=\"ltr\">T\u00e9cnicos: Diego Cortez, Valdilho Cruz e Fabricio Cardial<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Produ\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Stefanini, Adriana Grzyb e Fulvio Filho<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Realiza\u00e7\u00e3o: Cora Produ\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assessoria de imprensa: Pombo Correio<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria, com dire\u00e7\u00e3o de L\u00e9o Stefanini<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Teatro Jaragu\u00e1 \u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/maps.google.com\/?q=Rua+Martins+Fontes,+71+-+Centro.+S%C3%A3o+Paulo+-+SP&amp;entry=gmail&amp;source=g\">Rua Martins Fontes, 71 \u2013 Centro. S\u00e3o Paulo \u2013 SP<\/a><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Temporada: de 13 de abril a 1\u00ba de julho.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c0s sextas, \u00e0s 21h; aos s\u00e1bados, \u00e0s 21h; e aos domingos, \u00e0s 19h<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Classifica\u00e7\u00e3o: 12 anos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dura\u00e7\u00e3o: 80 minutos<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Capacidade: 276 lugares<\/p>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col col--s-1-1 col--m-1-1 col--l-4-6 col-offset--l-1-6\">\n<header class=\"content-header\">\n<h3 class=\"content-header__title\">O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria&rsquo;, de Fernando Arrabal, narra vida\u00a0em ilha deserta<\/h3>\n<p class=\"content-header__subtitle\">Pe\u00e7a com Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva faz temporada no Teatro Jaragu\u00e1<\/p>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col col--s-1-1 col--m-1-1 col--l-5-6\">\n<div class=\"news__main\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col col--s-1-1 col--m-1-1 col--l-3-5\">\n<div class=\"news__content\">\n<div>\n<div class=\"widget-image\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"js-content-article js-news-content js-disable-copy js-tweet-selection\">\n<div class=\"news__date-cover\"><span class=\"news__date-txt\">13\/04\/2018<\/span>\u00a0<span class=\"news__date-txt\">\u00a02h00<\/span><\/div>\n<div>\n<p>Morador de uma ilha deserta, um homem conhecido apenas como Arquiteto acorda um dia com um estrondo. Do lado de fora de sua cabana, encontra o \u00fanico sobrevivente de um desastre a\u00e9reo, que se apresenta como o imperador da Ass\u00edria. Isolados, os dois precisam aprender a conviver.<\/p>\n<p>Com o toque fant\u00e1stico pr\u00f3prio do Teatro do Absurdo, a pe\u00e7a \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d, do espanhol Fernando Arrabal, ganha montagem brasileira a partir desta sexta (13) no Teatro Jaragu\u00e1. Dirigida por L\u00e9o Stefanini, a pe\u00e7a tem no elenco Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva.<\/p>\n<p><em>Teatro Jaragu\u00e1 &#8211; R. Martins Fontes, 71, Centro, regi\u00e3o central.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&lsquo;O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria&rsquo;, de Fernando Arrabal. Pe\u00e7a com Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva faz temporada no Teatro Jaragu\u00e1\u00a0 (S\u00e3o Paulo ). Em nova vers\u00e3o de Fernando Arrabal \u00ab\u00a0O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u00a0\u00bb, que estreia em abril Por\u00a0Dirceu Alves Jr. access_time1 mar 2018, 12h28 &#8211; Publicado em 1 mar 2018, 12h25 chat_bubble_outlinemore_horiz Eduardo Silva e Rubens Carib\u00e9 \u00a0(Fulvio Filho\/Divulga\u00e7\u00e3o) Cl\u00e1ssico do espanhol Fernando Arrabal, a pe\u00e7a\u00a0O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria(1966) serviu de met\u00e1fora contra a ditadura militar no Brasil. Em 1970, Rubens Corr\u00eaa e Jos\u00e9 Wilker defenderam os personagens principais no Teatro Ipanema, no Rio. Mais de quatro d\u00e9cadas depois, o diretor Leo Stefanini tira o da gaveta para falar de poder e manipula\u00e7\u00e3o em espet\u00e1culo protagonizado por Eduardo Silva e Rubens Carib\u00e9. Na trama, um homem, sobrevivente de um acidente a\u00e9reo, precisa se virar em uma ilha deserta. Por l\u00e1, ele encontra um outro sujeito, nativo, e come\u00e7a a impor sua personalidade de acordo com as conveni\u00eancias. A estreia est\u00e1 marcada para abril no\u00a0Teatro Jaragu\u00e1. Paulo Vilhena e Beto Bellini protagonizaram uma interessante montagem da pe\u00e7a em 2008, sob o comando de Haroldo Costa Ferrari. Morador de uma ilha deserta, um homem conhecido apenas como Arquiteto acorda um dia com um estrondo. Do lado de fora de sua cabana, encontra o \u00fanico sobrevivente de um desastre a\u00e9reo, que se apresenta como o imperador da Ass\u00edria. Isolados, os dois precisam aprender a conviver. Com o toque fant\u00e1stico pr\u00f3prio do Teatro , a pe\u00e7a \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d, do\u00a0 Fernando Arrabal, ganha montagem brasileira a partir desta sexta (13) no Teatro Jaragu\u00e1. Dirigida por L\u00e9o Stefanini, a pe\u00e7a tem no elenco Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva. Fernando Arrabal flerta com a linguagem do Teatro do absurdo em texto que se passa em uma ilha deserta, onde moram um sobrevivente de um acidente a\u00e9reo e um nativo, interpretados por Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva O diretor L\u00e9o Stefanini d\u00e1 continuidade \u00e0 sua pesquisa sobre o Teatro do Absurdo \u2013 iniciada em 2016 com a encena\u00e7\u00e3o de \u201cEsperando Godot\u201d, de Samuel Beckett \u2013 com a nova montagem de O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal. O espet\u00e1culo estreia no dia 13 de abril, no Teatro Jaragu\u00e1 e segue em cartaz at\u00e9 1\u00ba de julho. As com\u00e9dias absurdas de Arrabal e Beckett t\u00eam muitas semelhan\u00e7as entre si, segundo L\u00e9o Stefanini. \u201cAs duas s\u00e3o as obras-primas desses autores, os escritores s\u00e3o considerados os maiores dramaturgos de seus pa\u00edses, os textos apresentam o encontro entre personagens em um universo pouco definido e elas necessitam da participa\u00e7\u00e3o do espectador. As hist\u00f3rias s\u00f3 se fecham quando o p\u00fablico se torna cocriador das obras. Quando montamos \u2018Godot\u2019, por exemplo, not\u00e1vamos que as pessoas sa\u00edam do teatro com as mais diversas interpreta\u00e7\u00f5es. Esse universo multifacetado de possibilidades \u00e9 o que me encanta\u201d, diz. A trama se passa em uma ilha deserta onde vive apenas o Arquiteto. Certo dia, depois de ouvir uma explos\u00e3o do lado de fora de sua cabana, ele encontra o \u00fanico sobrevivente de um acidente de avi\u00e3o, que diz ser o Imperador da Ass\u00edria.\u00a0 Depois de anos de uma conviv\u00eancia claustrof\u00f3bica, os dois vivem uma maratona de emo\u00e7\u00f5es: ora se desafiam, ora se solidarizam com a situa\u00e7\u00e3o do outro. O cen\u00e1rio da montagem, assinado por Chris Aizner, \u00e9 uma ilha absolutamente polu\u00edda, que serve para representar a real situa\u00e7\u00e3o de nossos oceanos. \u201c\u00c9 uma praia preta, porque n\u00f3s chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que esta \u00e9 a verdade em que vivemos. Existe um estudo que diz que, em 2050, teremos mais pl\u00e1stico no mar do que peixes. E quisemos cutucar nessa ferida. O figurino de Marichilene Artisevskis tamb\u00e9m n\u00e3o poderia ser diferente, uma vez que esses homens devem estar imundos depois de tanto tempo longe da \u2018civiliza\u00e7\u00e3o\u2019\u201d, explica L\u00e9o Stefanini. Completam a ficha t\u00e9cnica criativa o iluminador Wagner Pinto e o m\u00fasico Raul Teixeira, que assina a trilha sonora. Para inserir a plateia nesse universo, a trilha sonora, criada por Raul Teixeira, \u00e9 composta por todos os ru\u00eddos da ilha (das ondas, da chuva, dos trov\u00f5es, dos p\u00e1ssaros, etc.), como uma ambienta\u00e7\u00e3o. Ainda segundo o diretor, o texto de Arrabal traz uma comicidade que os artistas buscaram preservar ao m\u00e1ximo, sem infantilizar o espectador. Algumas das refer\u00eancias da encena\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da obra de Samuel Beckett, s\u00e3o as linguagens do grupo ingl\u00eas Monty Python, dos filmes do americano Buster Keaton, do seriado brasileiro TV Pirata e da pe\u00e7a \u201cO Mist\u00e9rio de Irma Vap\u201d, do americano Charles Ludlam. Sobre Fernando Arrabal Considerado um dos \u00edcones da dramaturgia espanhola do S\u00e9culo 20, Fernando Arrabal \u00e9 autor de pe\u00e7as de Teatro do Absurdo que ficaram conhecidas no mundo todo, como \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d (1966), \u201cFando e Lis\u201d (1955), \u201cO Cemit\u00e9rio de Autom\u00f3veis\u201d (1959), \u201cO Triciclo\u201d (1953) e \u201cO Grande Cerimonial\u201d (1963). Al\u00e9m de escrever para o teatro, ele \u00e9 autor de 14 romances e j\u00e1 dirigiu sete longas-metragens. Gra\u00e7as ao car\u00e1ter \u00e1cido e cr\u00edtico de suas obras, Arrabal foi preso pela ditadura franquista e tachado como um dos mais perigosos autores espanh\u00f3is. Na pris\u00e3o, recebeu apoio de outros grandes escritores, como o irland\u00eas Samuel Beckett, o franc\u00eas Fran\u00e7ois Mauriac e o norte-americano Arthur Miller, que pediram sua absolvi\u00e7\u00e3o para o governo ditatorial. Arrabal recebeu in\u00fameros reconhecimentos internacionais, como o t\u00edtulo de Transcendent Satrape (Pataphysique) do Coll\u00e8ge de \u2018Pataphysique, o Grande Pr\u00eamio de Teatro da Academia Francesa, Pr\u00e9mio Nadal de romance, o Nabokov de novela, o Espasa de ensaio e World\u2019s Theater. SINOPSE A hist\u00f3ria se passa em uma ilha selvagem, onde vive um \u00fanico habitante. Certo dia, por causa de um acidente a\u00e9reo, o \u00fanico sobrevivente da trag\u00e9dia tamb\u00e9m vai parar na ilha. A partir desta situa\u00e7\u00e3o, os dois personagens vivem uma maratona de emo\u00e7\u00f5es; ora se digladiam, ora se solidarizam, em uma conviv\u00eancia claustrof\u00f3bica, surpreendente e permeada por refinado humor. Ficha T\u00e9cnica Texto: Fernando Arrabal Tradu\u00e7\u00e3o: Wilson Coelho Dire\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Stefanini Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o: Fulvio Filho Elenco: Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva Cen\u00e1rio: Chris Aizner Ilumina\u00e7\u00e3o: Wagner Pinto Trilha Sonora: Raul Teixeira Figurinista: Marichilene Artisevskis T\u00e9cnicos: Diego Cortez, Valdilho Cruz e Fabricio Cardial Produ\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Stefanini, Adriana Grzyb e Fulvio Filho Realiza\u00e7\u00e3o: Cora Produ\u00e7\u00f5es Assessoria de imprensa: Pombo Correio O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria, com dire\u00e7\u00e3o de L\u00e9o Stefanini Teatro Jaragu\u00e1 \u2013\u00a0Rua Martins Fontes, 71 \u2013 Centro. S\u00e3o Paulo \u2013 SP Temporada: de 13 de abril a 1\u00ba de julho. \u00c0s sextas, \u00e0s 21h; aos s\u00e1bados, \u00e0s 21h; e aos domingos, \u00e0s 19h Classifica\u00e7\u00e3o: 12 anos Dura\u00e7\u00e3o: 80 minutos Capacidade: 276 lugares O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria&rsquo;, de Fernando Arrabal, narra vida\u00a0em ilha deserta Pe\u00e7a com Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva faz temporada no Teatro Jaragu\u00e1 13\/04\/2018\u00a0\u00a02h00 Morador de uma ilha deserta, um homem conhecido apenas como Arquiteto acorda um dia com um estrondo. Do lado de fora de sua cabana, encontra o \u00fanico sobrevivente de um desastre a\u00e9reo, que se apresenta como o imperador da Ass\u00edria. Isolados, os dois precisam aprender a conviver. Com o toque fant\u00e1stico pr\u00f3prio do Teatro do Absurdo, a pe\u00e7a \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d, do espanhol Fernando Arrabal, ganha montagem brasileira a partir desta sexta (13) no Teatro Jaragu\u00e1. Dirigida por L\u00e9o Stefanini, a pe\u00e7a tem no elenco Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva. Teatro Jaragu\u00e1 &#8211; R. 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Pe\u00e7a com Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva faz temporada no Teatro Jaragu\u00e1\u00a0 (S\u00e3o Paulo ). Em nova vers\u00e3o de Fernando Arrabal \u00ab\u00a0O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u00a0\u00bb, que estreia em abril Por\u00a0Dirceu Alves Jr. access_time1 mar 2018, 12h28 &#8211; Publicado em 1 mar 2018, 12h25 chat_bubble_outlinemore_horiz Eduardo Silva e Rubens Carib\u00e9 \u00a0(Fulvio Filho\/Divulga\u00e7\u00e3o) Cl\u00e1ssico do espanhol Fernando Arrabal, a pe\u00e7a\u00a0O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria(1966) serviu de met\u00e1fora contra a ditadura militar no Brasil. Em 1970, Rubens Corr\u00eaa e Jos\u00e9 Wilker defenderam os personagens principais no Teatro Ipanema, no Rio. Mais de quatro d\u00e9cadas depois, o diretor Leo Stefanini tira o da gaveta para falar de poder e manipula\u00e7\u00e3o em espet\u00e1culo protagonizado por Eduardo Silva e Rubens Carib\u00e9. Na trama, um homem, sobrevivente de um acidente a\u00e9reo, precisa se virar em uma ilha deserta. Por l\u00e1, ele encontra um outro sujeito, nativo, e come\u00e7a a impor sua personalidade de acordo com as conveni\u00eancias. A estreia est\u00e1 marcada para abril no\u00a0Teatro Jaragu\u00e1. Paulo Vilhena e Beto Bellini protagonizaram uma interessante montagem da pe\u00e7a em 2008, sob o comando de Haroldo Costa Ferrari. Morador de uma ilha deserta, um homem conhecido apenas como Arquiteto acorda um dia com um estrondo. Do lado de fora de sua cabana, encontra o \u00fanico sobrevivente de um desastre a\u00e9reo, que se apresenta como o imperador da Ass\u00edria. Isolados, os dois precisam aprender a conviver. Com o toque fant\u00e1stico pr\u00f3prio do Teatro , a pe\u00e7a \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d, do\u00a0 Fernando Arrabal, ganha montagem brasileira a partir desta sexta (13) no Teatro Jaragu\u00e1. Dirigida por L\u00e9o Stefanini, a pe\u00e7a tem no elenco Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva. Fernando Arrabal flerta com a linguagem do Teatro do absurdo em texto que se passa em uma ilha deserta, onde moram um sobrevivente de um acidente a\u00e9reo e um nativo, interpretados por Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva O diretor L\u00e9o Stefanini d\u00e1 continuidade \u00e0 sua pesquisa sobre o Teatro do Absurdo \u2013 iniciada em 2016 com a encena\u00e7\u00e3o de \u201cEsperando Godot\u201d, de Samuel Beckett \u2013 com a nova montagem de O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal. O espet\u00e1culo estreia no dia 13 de abril, no Teatro Jaragu\u00e1 e segue em cartaz at\u00e9 1\u00ba de julho. As com\u00e9dias absurdas de Arrabal e Beckett t\u00eam muitas semelhan\u00e7as entre si, segundo L\u00e9o Stefanini. \u201cAs duas s\u00e3o as obras-primas desses autores, os escritores s\u00e3o considerados os maiores dramaturgos de seus pa\u00edses, os textos apresentam o encontro entre personagens em um universo pouco definido e elas necessitam da participa\u00e7\u00e3o do espectador. As hist\u00f3rias s\u00f3 se fecham quando o p\u00fablico se torna cocriador das obras. Quando montamos \u2018Godot\u2019, por exemplo, not\u00e1vamos que as pessoas sa\u00edam do teatro com as mais diversas interpreta\u00e7\u00f5es. Esse universo multifacetado de possibilidades \u00e9 o que me encanta\u201d, diz. A trama se passa em uma ilha deserta onde vive apenas o Arquiteto. Certo dia, depois de ouvir uma explos\u00e3o do lado de fora de sua cabana, ele encontra o \u00fanico sobrevivente de um acidente de avi\u00e3o, que diz ser o Imperador da Ass\u00edria.\u00a0 Depois de anos de uma conviv\u00eancia claustrof\u00f3bica, os dois vivem uma maratona de emo\u00e7\u00f5es: ora se desafiam, ora se solidarizam com a situa\u00e7\u00e3o do outro. O cen\u00e1rio da montagem, assinado por Chris Aizner, \u00e9 uma ilha absolutamente polu\u00edda, que serve para representar a real situa\u00e7\u00e3o de nossos oceanos. \u201c\u00c9 uma praia preta, porque n\u00f3s chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que esta \u00e9 a verdade em que vivemos. Existe um estudo que diz que, em 2050, teremos mais pl\u00e1stico no mar do que peixes. E quisemos cutucar nessa ferida. O figurino de Marichilene Artisevskis tamb\u00e9m n\u00e3o poderia ser diferente, uma vez que esses homens devem estar imundos depois de tanto tempo longe da \u2018civiliza\u00e7\u00e3o\u2019\u201d, explica L\u00e9o Stefanini. Completam a ficha t\u00e9cnica criativa o iluminador Wagner Pinto e o m\u00fasico Raul Teixeira, que assina a trilha sonora. Para inserir a plateia nesse universo, a trilha sonora, criada por Raul Teixeira, \u00e9 composta por todos os ru\u00eddos da ilha (das ondas, da chuva, dos trov\u00f5es, dos p\u00e1ssaros, etc.), como uma ambienta\u00e7\u00e3o. Ainda segundo o diretor, o texto de Arrabal traz uma comicidade que os artistas buscaram preservar ao m\u00e1ximo, sem infantilizar o espectador. Algumas das refer\u00eancias da encena\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da obra de Samuel Beckett, s\u00e3o as linguagens do grupo ingl\u00eas Monty Python, dos filmes do americano Buster Keaton, do seriado brasileiro TV Pirata e da pe\u00e7a \u201cO Mist\u00e9rio de Irma Vap\u201d, do americano Charles Ludlam. Sobre Fernando Arrabal Considerado um dos \u00edcones da dramaturgia espanhola do S\u00e9culo 20, Fernando Arrabal \u00e9 autor de pe\u00e7as de Teatro do Absurdo que ficaram conhecidas no mundo todo, como \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d (1966), \u201cFando e Lis\u201d (1955), \u201cO Cemit\u00e9rio de Autom\u00f3veis\u201d (1959), \u201cO Triciclo\u201d (1953) e \u201cO Grande Cerimonial\u201d (1963). Al\u00e9m de escrever para o teatro, ele \u00e9 autor de 14 romances e j\u00e1 dirigiu sete longas-metragens. Gra\u00e7as ao car\u00e1ter \u00e1cido e cr\u00edtico de suas obras, Arrabal foi preso pela ditadura franquista e tachado como um dos mais perigosos autores espanh\u00f3is. Na pris\u00e3o, recebeu apoio de outros grandes escritores, como o irland\u00eas Samuel Beckett, o franc\u00eas Fran\u00e7ois Mauriac e o norte-americano Arthur Miller, que pediram sua absolvi\u00e7\u00e3o para o governo ditatorial. Arrabal recebeu in\u00fameros reconhecimentos internacionais, como o t\u00edtulo de Transcendent Satrape (Pataphysique) do Coll\u00e8ge de \u2018Pataphysique, o Grande Pr\u00eamio de Teatro da Academia Francesa, Pr\u00e9mio Nadal de romance, o Nabokov de novela, o Espasa de ensaio e World\u2019s Theater. SINOPSE A hist\u00f3ria se passa em uma ilha selvagem, onde vive um \u00fanico habitante. Certo dia, por causa de um acidente a\u00e9reo, o \u00fanico sobrevivente da trag\u00e9dia tamb\u00e9m vai parar na ilha. A partir desta situa\u00e7\u00e3o, os dois personagens vivem uma maratona de emo\u00e7\u00f5es; ora se digladiam, ora se solidarizam, em uma conviv\u00eancia claustrof\u00f3bica, surpreendente e permeada por refinado humor. Ficha T\u00e9cnica Texto: Fernando Arrabal Tradu\u00e7\u00e3o: Wilson Coelho Dire\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Stefanini Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o: Fulvio Filho Elenco: Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva Cen\u00e1rio: Chris Aizner Ilumina\u00e7\u00e3o: Wagner Pinto Trilha Sonora: Raul Teixeira Figurinista: Marichilene Artisevskis T\u00e9cnicos: Diego Cortez, Valdilho Cruz e Fabricio Cardial Produ\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Stefanini, Adriana Grzyb e Fulvio Filho Realiza\u00e7\u00e3o: Cora Produ\u00e7\u00f5es Assessoria de imprensa: Pombo Correio O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria, com dire\u00e7\u00e3o de L\u00e9o Stefanini Teatro Jaragu\u00e1 \u2013\u00a0Rua Martins Fontes, 71 \u2013 Centro. 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Pe\u00e7a com Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva faz temporada no Teatro Jaragu\u00e1\u00a0 (S\u00e3o Paulo ). Em nova vers\u00e3o de Fernando Arrabal \u00ab\u00a0O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u00a0\u00bb, que estreia em abril Por\u00a0Dirceu Alves Jr. access_time1 mar 2018, 12h28 &#8211; Publicado em 1 mar 2018, 12h25 chat_bubble_outlinemore_horiz Eduardo Silva e Rubens Carib\u00e9 \u00a0(Fulvio Filho\/Divulga\u00e7\u00e3o) Cl\u00e1ssico do espanhol Fernando Arrabal, a pe\u00e7a\u00a0O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria(1966) serviu de met\u00e1fora contra a ditadura militar no Brasil. Em 1970, Rubens Corr\u00eaa e Jos\u00e9 Wilker defenderam os personagens principais no Teatro Ipanema, no Rio. Mais de quatro d\u00e9cadas depois, o diretor Leo Stefanini tira o da gaveta para falar de poder e manipula\u00e7\u00e3o em espet\u00e1culo protagonizado por Eduardo Silva e Rubens Carib\u00e9. Na trama, um homem, sobrevivente de um acidente a\u00e9reo, precisa se virar em uma ilha deserta. Por l\u00e1, ele encontra um outro sujeito, nativo, e come\u00e7a a impor sua personalidade de acordo com as conveni\u00eancias. A estreia est\u00e1 marcada para abril no\u00a0Teatro Jaragu\u00e1. Paulo Vilhena e Beto Bellini protagonizaram uma interessante montagem da pe\u00e7a em 2008, sob o comando de Haroldo Costa Ferrari. Morador de uma ilha deserta, um homem conhecido apenas como Arquiteto acorda um dia com um estrondo. Do lado de fora de sua cabana, encontra o \u00fanico sobrevivente de um desastre a\u00e9reo, que se apresenta como o imperador da Ass\u00edria. Isolados, os dois precisam aprender a conviver. Com o toque fant\u00e1stico pr\u00f3prio do Teatro , a pe\u00e7a \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d, do\u00a0 Fernando Arrabal, ganha montagem brasileira a partir desta sexta (13) no Teatro Jaragu\u00e1. Dirigida por L\u00e9o Stefanini, a pe\u00e7a tem no elenco Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva. Fernando Arrabal flerta com a linguagem do Teatro do absurdo em texto que se passa em uma ilha deserta, onde moram um sobrevivente de um acidente a\u00e9reo e um nativo, interpretados por Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva O diretor L\u00e9o Stefanini d\u00e1 continuidade \u00e0 sua pesquisa sobre o Teatro do Absurdo \u2013 iniciada em 2016 com a encena\u00e7\u00e3o de \u201cEsperando Godot\u201d, de Samuel Beckett \u2013 com a nova montagem de O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria, do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal. O espet\u00e1culo estreia no dia 13 de abril, no Teatro Jaragu\u00e1 e segue em cartaz at\u00e9 1\u00ba de julho. As com\u00e9dias absurdas de Arrabal e Beckett t\u00eam muitas semelhan\u00e7as entre si, segundo L\u00e9o Stefanini. \u201cAs duas s\u00e3o as obras-primas desses autores, os escritores s\u00e3o considerados os maiores dramaturgos de seus pa\u00edses, os textos apresentam o encontro entre personagens em um universo pouco definido e elas necessitam da participa\u00e7\u00e3o do espectador. As hist\u00f3rias s\u00f3 se fecham quando o p\u00fablico se torna cocriador das obras. Quando montamos \u2018Godot\u2019, por exemplo, not\u00e1vamos que as pessoas sa\u00edam do teatro com as mais diversas interpreta\u00e7\u00f5es. Esse universo multifacetado de possibilidades \u00e9 o que me encanta\u201d, diz. A trama se passa em uma ilha deserta onde vive apenas o Arquiteto. Certo dia, depois de ouvir uma explos\u00e3o do lado de fora de sua cabana, ele encontra o \u00fanico sobrevivente de um acidente de avi\u00e3o, que diz ser o Imperador da Ass\u00edria.\u00a0 Depois de anos de uma conviv\u00eancia claustrof\u00f3bica, os dois vivem uma maratona de emo\u00e7\u00f5es: ora se desafiam, ora se solidarizam com a situa\u00e7\u00e3o do outro. O cen\u00e1rio da montagem, assinado por Chris Aizner, \u00e9 uma ilha absolutamente polu\u00edda, que serve para representar a real situa\u00e7\u00e3o de nossos oceanos. \u201c\u00c9 uma praia preta, porque n\u00f3s chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que esta \u00e9 a verdade em que vivemos. Existe um estudo que diz que, em 2050, teremos mais pl\u00e1stico no mar do que peixes. E quisemos cutucar nessa ferida. O figurino de Marichilene Artisevskis tamb\u00e9m n\u00e3o poderia ser diferente, uma vez que esses homens devem estar imundos depois de tanto tempo longe da \u2018civiliza\u00e7\u00e3o\u2019\u201d, explica L\u00e9o Stefanini. Completam a ficha t\u00e9cnica criativa o iluminador Wagner Pinto e o m\u00fasico Raul Teixeira, que assina a trilha sonora. Para inserir a plateia nesse universo, a trilha sonora, criada por Raul Teixeira, \u00e9 composta por todos os ru\u00eddos da ilha (das ondas, da chuva, dos trov\u00f5es, dos p\u00e1ssaros, etc.), como uma ambienta\u00e7\u00e3o. Ainda segundo o diretor, o texto de Arrabal traz uma comicidade que os artistas buscaram preservar ao m\u00e1ximo, sem infantilizar o espectador. Algumas das refer\u00eancias da encena\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da obra de Samuel Beckett, s\u00e3o as linguagens do grupo ingl\u00eas Monty Python, dos filmes do americano Buster Keaton, do seriado brasileiro TV Pirata e da pe\u00e7a \u201cO Mist\u00e9rio de Irma Vap\u201d, do americano Charles Ludlam. Sobre Fernando Arrabal Considerado um dos \u00edcones da dramaturgia espanhola do S\u00e9culo 20, Fernando Arrabal \u00e9 autor de pe\u00e7as de Teatro do Absurdo que ficaram conhecidas no mundo todo, como \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d (1966), \u201cFando e Lis\u201d (1955), \u201cO Cemit\u00e9rio de Autom\u00f3veis\u201d (1959), \u201cO Triciclo\u201d (1953) e \u201cO Grande Cerimonial\u201d (1963). Al\u00e9m de escrever para o teatro, ele \u00e9 autor de 14 romances e j\u00e1 dirigiu sete longas-metragens. Gra\u00e7as ao car\u00e1ter \u00e1cido e cr\u00edtico de suas obras, Arrabal foi preso pela ditadura franquista e tachado como um dos mais perigosos autores espanh\u00f3is. Na pris\u00e3o, recebeu apoio de outros grandes escritores, como o irland\u00eas Samuel Beckett, o franc\u00eas Fran\u00e7ois Mauriac e o norte-americano Arthur Miller, que pediram sua absolvi\u00e7\u00e3o para o governo ditatorial. Arrabal recebeu in\u00fameros reconhecimentos internacionais, como o t\u00edtulo de Transcendent Satrape (Pataphysique) do Coll\u00e8ge de \u2018Pataphysique, o Grande Pr\u00eamio de Teatro da Academia Francesa, Pr\u00e9mio Nadal de romance, o Nabokov de novela, o Espasa de ensaio e World\u2019s Theater. SINOPSE A hist\u00f3ria se passa em uma ilha selvagem, onde vive um \u00fanico habitante. Certo dia, por causa de um acidente a\u00e9reo, o \u00fanico sobrevivente da trag\u00e9dia tamb\u00e9m vai parar na ilha. A partir desta situa\u00e7\u00e3o, os dois personagens vivem uma maratona de emo\u00e7\u00f5es; ora se digladiam, ora se solidarizam, em uma conviv\u00eancia claustrof\u00f3bica, surpreendente e permeada por refinado humor. Ficha T\u00e9cnica Texto: Fernando Arrabal Tradu\u00e7\u00e3o: Wilson Coelho Dire\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Stefanini Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o: Fulvio Filho Elenco: Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva Cen\u00e1rio: Chris Aizner Ilumina\u00e7\u00e3o: Wagner Pinto Trilha Sonora: Raul Teixeira Figurinista: Marichilene Artisevskis T\u00e9cnicos: Diego Cortez, Valdilho Cruz e Fabricio Cardial Produ\u00e7\u00e3o: L\u00e9o Stefanini, Adriana Grzyb e Fulvio Filho Realiza\u00e7\u00e3o: Cora Produ\u00e7\u00f5es Assessoria de imprensa: Pombo Correio O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria, com dire\u00e7\u00e3o de L\u00e9o Stefanini Teatro Jaragu\u00e1 \u2013\u00a0Rua Martins Fontes, 71 \u2013 Centro. S\u00e3o Paulo \u2013 SP Temporada: de 13 de abril a 1\u00ba de julho. \u00c0s sextas, \u00e0s 21h; aos s\u00e1bados, \u00e0s 21h; e aos domingos, \u00e0s 19h Classifica\u00e7\u00e3o: 12 anos Dura\u00e7\u00e3o: 80 minutos Capacidade: 276 lugares O Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria&rsquo;, de Fernando Arrabal, narra vida\u00a0em ilha deserta Pe\u00e7a com Rubens Carib\u00e9 e Eduardo Silva faz temporada no Teatro Jaragu\u00e1 13\/04\/2018\u00a0\u00a02h00 Morador de uma ilha deserta, um homem conhecido apenas como Arquiteto acorda um dia com um estrondo. Do lado de fora de sua cabana, encontra o \u00fanico sobrevivente de um desastre a\u00e9reo, que se apresenta como o imperador da Ass\u00edria. Isolados, os dois precisam aprender a conviver. Com o toque fant\u00e1stico pr\u00f3prio do Teatro do Absurdo, a pe\u00e7a \u201cO Arquiteto e o Imperador da Ass\u00edria\u201d, do espanhol Fernando Arrabal, ganha montagem brasileira a partir desta sexta (13) no Teatro Jaragu\u00e1. 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