﻿{"id":2474,"date":"2011-05-18T17:30:38","date_gmt":"2011-05-18T15:30:38","guid":{"rendered":"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/?p=2474"},"modified":"2015-08-21T12:41:06","modified_gmt":"2015-08-21T10:41:06","slug":"cronica-da-utopia-revisitada-oscar-niemeyer-103-ans-e-fernando-arrabal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/2011\/05\/18\/2474\/cronica-da-utopia-revisitada-oscar-niemeyer-103-ans-e-fernando-arrabal\/","title":{"rendered":"&#8230;CR\u00d4NICA DA UTOPIA REVISITADA: Oscar Niemeyer (103 ans) e Fernando  Arrabal &#8230;"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2475\" src=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/P10504753.jpg\" alt=\"P1050475\" width=\"614\" height=\"446\" srcset=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/P10504753.jpg 1024w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/P10504753-300x217.jpg 300w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/P10504753-620x449.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/> <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>&#8230; rencontre de l&rsquo;architecte Oscar Niemeyer (103 ans) avec F. Arrabal &#8230;Copacabana, Rio de Janeiro&#8230;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>CR\u00d4NICA DA UTOPIA REVISITADA<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fernando Arrabal remet l&rsquo;Ordre de la Grande Gidouille\u00a0\u00e0\u00a0\u00a0OSCAR NIEMEYER.<\/p>\n<p>Il a \u00e9t\u00e9 nomm\u00e9\u00a0\u00ab\u00a0B\u00e2tisseur\u00a0 d&rsquo; Utopie\u00a0\u00bb.<\/p>\n<p>L&rsquo;architecte de Brasilia Oscar Niemeyer a \u00e9t\u00e9\u00a0\u00e9lev\u00e9, comme pr\u00e9c\u00e9demment Picasso et Louise Bourgeois,\u00a0au grade de \u00ab\u00a0Commandeur Exquis\u00a0\u00bb dans l&rsquo;Ordre\u00a0supr\u00eame du Coll\u00e8ge de &lsquo;Pataphysique.<\/p>\n<p>Pendant la c\u00e9r\u00e9monie, en pr\u00e9sence de son \u00e9pouse de 61 ans, Vera Lucia G. Niemeyer,\u00a0l&rsquo;architecte de 103 ans\u00a0a entrenu\u00a0une\u00a0longue et pataphysique conversation avec le dramaturge.<\/p>\n<p>Oscar Niemeyer a promis\u00a0de retrouver l&rsquo;\u00e9crivain lors de son prochain voyage \u00e0 Paris.<\/p>\n<p>Fernando Arrabal\u00a0collaborera d\u00e9sormais\u00a0\u00e0 \u00a0la revue que dirige l&rsquo;architecte : \u00a0 NOSSO CAMINHO.<\/p>\n<p>Cette \u00ab\u00a0Revista de Arquitetura, Arte e Cultura\u00a0\u00bb\u00a0, dirig\u00e9e par Oscar et Lucia Niemeyer, consacre\u00a0 ses meilleures pages \u00e0 la po\u00e8sie.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00ab\u00a0Nunca me canso de repetir\u00a0 que Niemeyer \u00e9 o maior g\u00eanio que o Brasil produziu em 511 anos\u00a0\u00bb :<\/strong> Jorge Roberto Silveira<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/wp-includes\/js\/tinymce\/plugins\/wpgallery\/img\/t.gif\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BIENTOT :<\/p>\n<p>vid\u00e9o\u00a0 de la visite<\/p>\n<p>texte de l&rsquo;essayiste br\u00e9silien WILSON COELHO.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Agencias de Prensa: <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00ab\u00a0&#8230;El escritor Fernando Arrabal visit\u00f3 d\u00edas atr\u00e1s al arquitecto Oscar Niemeyer en su estudio de Copacabana. All\u00ed le entreg\u00f3 la Ordre de la Grande Gidoulle, del Coll\u00e8ge de Pataphysique. Durante su conversaci\u00f3n con el centenario arquitecto, Arrabal tuvo la oportunidad de explicarle su pasada visita a la ciudad para participar en un acto organizado por el Centro Niemeyer. Arrabal, por su parte, pudo escuchar las reflexiones de Niemeyer, que dijo que \u00abAvil\u00e9s es el sitio donde mejor han respetado mi idea\u00bb&#8230;<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2475 aligncenter\" src=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/P10504753-300x217.jpg\" alt=\"P1050475\" width=\"300\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/P10504753-300x217.jpg 300w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/P10504753-620x449.jpg 620w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/P10504753.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-2476\" src=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/transform1-300x257.jpg\" alt=\"transform\" width=\"300\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/transform1-300x257.jpg 300w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/transform1-620x532.jpg 620w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2011\/05\/transform1.jpg 895w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>de WILSON COELHO <\/strong><\/p>\n<p><strong>Wilson Co\u00ealho<\/strong><\/p>\n<p>03 de maio de 2011. Aeroporto Tom Jobim, mais conhecido como Gale\u00e3o, no Rio de Janeiro. Fernando Arrabal e eu v\u00ednhamos de Porto Alegre, onde o dramaturgo espanhol fez uma confer\u00eancia e eu, privilegiadamente, cumpri o papel de mediador. T\u00ednhamos um encontro com o arquiteto Oscar Niemeyer e corr\u00edamos o risco de chegarmos atrasados. Durante a espera das bagagens que eram desembarcadas do avi\u00e3o, deslizando na esteira rolante, por diversas vezes, tentamos fazer contato por telefone com o grande mestre em seu apartamento em Copacabana. Falamos com algumas pessoas e, dentre estas vozes, julgamos que a \u00faltima seria a do pr\u00f3prio arquiteto que nos tranq\u00fcilizou ao afirmar que n\u00e3o haveria problemas com o atraso e que estaria nos esperando na hora que nos fosse melhor.<\/p>\n<p>Ainda no taxi, quando nos dirig\u00edamos a Copacabana, Fernando Arrabal me perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; Em que hotel ficaremos?<\/p>\n<p>Entre a perplexidade e o inseguro diante da circunst\u00e2ncia e por n\u00e3o ter outra resposta, eu lhe disse:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o temos um hotel.<\/p>\n<p>Ainda acrescentei justificando que eu n\u00e3o havia conseguido uma reserva em nenhum hotel por n\u00e3o possuir um cart\u00e3o de cr\u00e9dito para pagar antecipadamente as di\u00e1rias. Preocupado com a rigorosidade pataf\u00edsica de meu amigo, achei que tinha provocado um inc\u00f4modo e que eu lhe pareceria um tanto quanto desorganizado, considerando que fui eu quem tinha sido encarregado de marcar e tomar provid\u00eancias para este encontro. Mas para meu espanto e satisfa\u00e7\u00e3o, ele apenas retrucou:<\/p>\n<p>&#8211; Que emocionante!!!<\/p>\n<p>O taxi parou na Avenida Atl\u00e2ntica, em frente ao n\u00famero 3.940, Edif\u00edcio Ypiranga. Desembarcamos e, depois de alguns minutos frente ao pr\u00e9dio tirando fotos, atravessamos a avenida, tomamos uma cerveja no quiosque do cal\u00e7ad\u00e3o e nos informamos sobre a exist\u00eancia de hot\u00e9is nas proximidades. Caminhamos mais ou menos um quarteir\u00e3o e meio e conseguimos vaga no terceiro hotel consultado. Guardamos as bagagens e fomos ao encontro.<\/p>\n<p>J\u00e1 na portaria, nos anunciamos e fomos convidados a subir ao apartamento de cobertura. Na porta do apartamento, tirei umas fotos de Arrabal diante de uns esbo\u00e7os de algumas obras de Niemeyer num painel encostado na parede. Toquei a campainha e, logo depois, a porta se abre e somos recebidos por Vera Niemeyer, a mulher do arquiteto, e dois de seus assessores. Depois de uns minutos em que olhamos o mar do alto do edif\u00edcio, parecia que a verticalidade se despeda\u00e7ava no horizonte sem fim onde o mar e o c\u00e9u pareciam se confundir. Novamente, tiramos algumas fotos diante de alguns de seus esbo\u00e7os e uma escultura de Dom Quixote, at\u00e9 que fomos chamados a estar com o grande mestre.<\/p>\n<p>Entramos e, em princ\u00edpio, era como o personagem de \u201cApocalipse Now\u201d diante de Marlon Brando. Apertos de m\u00e3os. Abra\u00e7os e apresenta\u00e7\u00f5es. Fernando Arrabal havia me confiado a tarefa de eternizar esse momento. Armei a c\u00e2mera filmadora e deu-se o evento. Eu me sentia diante do sublime, como se fora a passagem de um cometa que acontece a cada centenas de anos ou um terremoto, sei l\u00e1. Arrabal instigava a mem\u00f3ria de Niemeyer at\u00e9 que ele, aos poucos, ora em franc\u00eas, ora em espanhol, se abria rompendo os limites do tempo. O passado e o futuro em Niemeyer escapavam como o merc\u00fario entre os dedos. Tudo era presente, ao vivo. Desde sua estada em Paris, o bairro em que morou, seu sonho comunista, seus projetos e, sem muitos detalhes, mencionou Andr\u00e9 Malraux.<\/p>\n<p>Arrabal anunciou o reconhecimento e a admira\u00e7\u00e3o que a obra de Niemeyer significava aos franceses. E, solenemente, num simples e objetivo discurso, entregou-lhe o diploma da Ordem da Gidouille, do Coll\u00e8ge de Pataphysique, nomeando-lhe \u201cBatisseur d\u2019Utopies\u201d (Construtor de Utopias). Eu ficava dividido entre olhar atrav\u00e9s do visor da c\u00e2mera e assistir a cena em aberto, sem o obst\u00e1culo das lentes, essa inenarr\u00e1vel panor\u00e2mica. Niemeyer mostrou-se encantado, mesmo contido em seus 103 anos de idade, quando se sup\u00f5e que n\u00e3o existem mais novidades. Mas era vis\u00edvel que se contentava com esse reconhecimento ao seu trabalho. Depois, Arrabal lhe comunica do convite de Juan Carlos Valera Saiz para realizar uma edi\u00e7\u00e3o de bibliofilia em <strong>MEN\u00d9 \u2013 Cahier de Po\u00e8sie<\/strong> (Caderno de Poesia). A edi\u00e7\u00e3o com esbo\u00e7os de Niemeyer e poemas de Arrabal, numa caixa-livro de cristal e a\u00e7o com estruturas encaixadas para recordar um livro aberto, com tiragem de 16 exemplares n\u00e3o comercializ\u00e1veis.<\/p>\n<p>Por outro lado, Niemeyer tamb\u00e9m convida Arrabal para escrever um artigo para NOSSO CAMINHO, \u201cRevista de Arquitetura, Arte e Cultura\u201d, dirigida por Oscar e Vera Lucia G. Niemeyer. O tema deve ser sobre guerra, coincidindo, inclusive, com o fato de que a pe\u00e7a \u201cPiquenique no front\u201d, escrita por Fernando Arrabal quando tinha 14 anos est\u00e1 sendo montada em diversas partes do mundo, principalmente, nas zonas de conflito como L\u00edbia e outros pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Continuando a conversa e, ainda instigado por Arrabal, Niemeyer fala do Brasil, seu apoio ao ex-presidente Lula e da atual presidenta Dilma, declarando ter percebido a especial aten\u00e7\u00e3o desses governos para com o povo. A partir da\u00ed confessa uma esp\u00e9cie de frustra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao destino de suas obras, declarando que sempre teve a inten\u00e7\u00e3o de fazer uma obra popular, mas que \u2013 desgra\u00e7adamente \u2013 o povo sempre teve pouco acesso a estas, ficando restritas aos grandes capitalistas e aos governantes. Depois, confirmando outra vez o m\u00e9rito pelo recebimento do diploma de \u201cConstrutor de Utopias\u201d, declara que em sua obra nunca teve a\u00a0 pretens\u00e3o de ser utilitarista, pois tudo o que fez foi tentar aproximar a arquitetura da arte e da cultura. Ainda, analisando a rela\u00e7\u00e3o entre sua id\u00e9ia colocada no papel e a realiza\u00e7\u00e3o sempre tiveram uma certa dist\u00e2ncia. Mas afirma seu contentamento com a realiza\u00e7\u00e3o de sua obra no Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, da cidade espanhola de Avil\u00e9s, colocando-a no plano da mais eficiente como possibilidade da aproxima\u00e7\u00e3o entre a id\u00e9ia e sua concretiza\u00e7\u00e3o. Coincidentemente, foi justamente esta obra que tamb\u00e9m encantou Arrabal e que deu origem ao desejo de que este encontro acontecesse. Sinceramente, depois disso, desisti do simples papel de testemunha e resolvi me integrar \u00e0 cena. Desliguei a c\u00e2mera e me sentei entre os dois grandes mestres. Entreguei \u201cMaom\u00e9 vai a Montaigne\u201d autografado para Niemeyer e, em seguida, a revista Z\u00eanith com uma entrevista dele, publicada na Serra, onde tamb\u00e9m ser\u00e1 realizado um de seus projetos.<\/p>\n<p>Por fim, tamb\u00e9m convidado por Arrabal, terminamos nosso encontro revivendo antigos momentos, de m\u00e3os dadas e erguidas, cantando trechos da Internacional Socialista. Estavam ali tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es eliminando as diferen\u00e7as e o tempo e&#8230; afirmando que o sonho n\u00e3o acabou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &#8230; rencontre de l&rsquo;architecte Oscar Niemeyer (103 ans) avec F. Arrabal &#8230;Copacabana, Rio de Janeiro&#8230; &nbsp; CR\u00d4NICA DA UTOPIA REVISITADA &nbsp; &nbsp; &nbsp; Fernando Arrabal remet l&rsquo;Ordre de la Grande Gidouille\u00a0\u00e0\u00a0\u00a0OSCAR NIEMEYER. 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Arrabal, por su parte, pudo escuchar las reflexiones de Niemeyer, que dijo que \u00abAvil\u00e9s es el sitio donde mejor han respetado mi idea\u00bb&#8230; &nbsp; de WILSON COELHO Wilson Co\u00ealho 03 de maio de 2011. Aeroporto Tom Jobim, mais conhecido como Gale\u00e3o, no Rio de Janeiro. Fernando Arrabal e eu v\u00ednhamos de Porto Alegre, onde o dramaturgo espanhol fez uma confer\u00eancia e eu, privilegiadamente, cumpri o papel de mediador. T\u00ednhamos um encontro com o arquiteto Oscar Niemeyer e corr\u00edamos o risco de chegarmos atrasados. Durante a espera das bagagens que eram desembarcadas do avi\u00e3o, deslizando na esteira rolante, por diversas vezes, tentamos fazer contato por telefone com o grande mestre em seu apartamento em Copacabana. Falamos com algumas pessoas e, dentre estas vozes, julgamos que a \u00faltima seria a do pr\u00f3prio arquiteto que nos tranq\u00fcilizou ao afirmar que n\u00e3o haveria problemas com o atraso e que estaria nos esperando na hora que nos fosse melhor. Ainda no taxi, quando nos dirig\u00edamos a Copacabana, Fernando Arrabal me perguntou: &#8211; Em que hotel ficaremos? Entre a perplexidade e o inseguro diante da circunst\u00e2ncia e por n\u00e3o ter outra resposta, eu lhe disse: &#8211; N\u00e3o temos um hotel. Ainda acrescentei justificando que eu n\u00e3o havia conseguido uma reserva em nenhum hotel por n\u00e3o possuir um cart\u00e3o de cr\u00e9dito para pagar antecipadamente as di\u00e1rias. Preocupado com a rigorosidade pataf\u00edsica de meu amigo, achei que tinha provocado um inc\u00f4modo e que eu lhe pareceria um tanto quanto desorganizado, considerando que fui eu quem tinha sido encarregado de marcar e tomar provid\u00eancias para este encontro. Mas para meu espanto e satisfa\u00e7\u00e3o, ele apenas retrucou: &#8211; Que emocionante!!! O taxi parou na Avenida Atl\u00e2ntica, em frente ao n\u00famero 3.940, Edif\u00edcio Ypiranga. Desembarcamos e, depois de alguns minutos frente ao pr\u00e9dio tirando fotos, atravessamos a avenida, tomamos uma cerveja no quiosque do cal\u00e7ad\u00e3o e nos informamos sobre a exist\u00eancia de hot\u00e9is nas proximidades. Caminhamos mais ou menos um quarteir\u00e3o e meio e conseguimos vaga no terceiro hotel consultado. Guardamos as bagagens e fomos ao encontro. J\u00e1 na portaria, nos anunciamos e fomos convidados a subir ao apartamento de cobertura. Na porta do apartamento, tirei umas fotos de Arrabal diante de uns esbo\u00e7os de algumas obras de Niemeyer num painel encostado na parede. Toquei a campainha e, logo depois, a porta se abre e somos recebidos por Vera Niemeyer, a mulher do arquiteto, e dois de seus assessores. Depois de uns minutos em que olhamos o mar do alto do edif\u00edcio, parecia que a verticalidade se despeda\u00e7ava no horizonte sem fim onde o mar e o c\u00e9u pareciam se confundir. Novamente, tiramos algumas fotos diante de alguns de seus esbo\u00e7os e uma escultura de Dom Quixote, at\u00e9 que fomos chamados a estar com o grande mestre. Entramos e, em princ\u00edpio, era como o personagem de \u201cApocalipse Now\u201d diante de Marlon Brando. Apertos de m\u00e3os. Abra\u00e7os e apresenta\u00e7\u00f5es. Fernando Arrabal havia me confiado a tarefa de eternizar esse momento. Armei a c\u00e2mera filmadora e deu-se o evento. Eu me sentia diante do sublime, como se fora a passagem de um cometa que acontece a cada centenas de anos ou um terremoto, sei l\u00e1. Arrabal instigava a mem\u00f3ria de Niemeyer at\u00e9 que ele, aos poucos, ora em franc\u00eas, ora em espanhol, se abria rompendo os limites do tempo. O passado e o futuro em Niemeyer escapavam como o merc\u00fario entre os dedos. Tudo era presente, ao vivo. Desde sua estada em Paris, o bairro em que morou, seu sonho comunista, seus projetos e, sem muitos detalhes, mencionou Andr\u00e9 Malraux. Arrabal anunciou o reconhecimento e a admira\u00e7\u00e3o que a obra de Niemeyer significava aos franceses. E, solenemente, num simples e objetivo discurso, entregou-lhe o diploma da Ordem da Gidouille, do Coll\u00e8ge de Pataphysique, nomeando-lhe \u201cBatisseur d\u2019Utopies\u201d (Construtor de Utopias). Eu ficava dividido entre olhar atrav\u00e9s do visor da c\u00e2mera e assistir a cena em aberto, sem o obst\u00e1culo das lentes, essa inenarr\u00e1vel panor\u00e2mica. Niemeyer mostrou-se encantado, mesmo contido em seus 103 anos de idade, quando se sup\u00f5e que n\u00e3o existem mais novidades. Mas era vis\u00edvel que se contentava com esse reconhecimento ao seu trabalho. Depois, Arrabal lhe comunica do convite de Juan Carlos Valera Saiz para realizar uma edi\u00e7\u00e3o de bibliofilia em MEN\u00d9 \u2013 Cahier de Po\u00e8sie (Caderno de Poesia). A edi\u00e7\u00e3o com esbo\u00e7os de Niemeyer e poemas de Arrabal, numa caixa-livro de cristal e a\u00e7o com estruturas encaixadas para recordar um livro aberto, com tiragem de 16 exemplares n\u00e3o comercializ\u00e1veis. Por outro lado, Niemeyer tamb\u00e9m convida Arrabal para escrever um artigo para NOSSO CAMINHO, \u201cRevista de Arquitetura, Arte e Cultura\u201d, dirigida por Oscar e Vera Lucia G. Niemeyer. O tema deve ser sobre guerra, coincidindo, inclusive, com o fato de que a pe\u00e7a \u201cPiquenique no front\u201d, escrita por Fernando Arrabal quando tinha 14 anos est\u00e1 sendo montada em diversas partes do mundo, principalmente, nas zonas de conflito como L\u00edbia e outros pa\u00edses da regi\u00e3o. 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Mas afirma seu contentamento com a realiza\u00e7\u00e3o de sua obra no Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, da cidade espanhola de Avil\u00e9s, colocando-a no plano da mais eficiente como possibilidade da aproxima\u00e7\u00e3o entre a id\u00e9ia e sua concretiza\u00e7\u00e3o. Coincidentemente, foi justamente esta obra que tamb\u00e9m encantou Arrabal e que deu origem ao desejo de que este encontro acontecesse. 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Falamos com algumas pessoas e, dentre estas vozes, julgamos que a \u00faltima seria a do pr\u00f3prio arquiteto que nos tranq\u00fcilizou ao afirmar que n\u00e3o haveria problemas com o atraso e que estaria nos esperando na hora que nos fosse melhor. Ainda no taxi, quando nos dirig\u00edamos a Copacabana, Fernando Arrabal me perguntou: &#8211; Em que hotel ficaremos? Entre a perplexidade e o inseguro diante da circunst\u00e2ncia e por n\u00e3o ter outra resposta, eu lhe disse: &#8211; N\u00e3o temos um hotel. Ainda acrescentei justificando que eu n\u00e3o havia conseguido uma reserva em nenhum hotel por n\u00e3o possuir um cart\u00e3o de cr\u00e9dito para pagar antecipadamente as di\u00e1rias. Preocupado com a rigorosidade pataf\u00edsica de meu amigo, achei que tinha provocado um inc\u00f4modo e que eu lhe pareceria um tanto quanto desorganizado, considerando que fui eu quem tinha sido encarregado de marcar e tomar provid\u00eancias para este encontro. Mas para meu espanto e satisfa\u00e7\u00e3o, ele apenas retrucou: &#8211; Que emocionante!!! O taxi parou na Avenida Atl\u00e2ntica, em frente ao n\u00famero 3.940, Edif\u00edcio Ypiranga. Desembarcamos e, depois de alguns minutos frente ao pr\u00e9dio tirando fotos, atravessamos a avenida, tomamos uma cerveja no quiosque do cal\u00e7ad\u00e3o e nos informamos sobre a exist\u00eancia de hot\u00e9is nas proximidades. Caminhamos mais ou menos um quarteir\u00e3o e meio e conseguimos vaga no terceiro hotel consultado. Guardamos as bagagens e fomos ao encontro. J\u00e1 na portaria, nos anunciamos e fomos convidados a subir ao apartamento de cobertura. Na porta do apartamento, tirei umas fotos de Arrabal diante de uns esbo\u00e7os de algumas obras de Niemeyer num painel encostado na parede. Toquei a campainha e, logo depois, a porta se abre e somos recebidos por Vera Niemeyer, a mulher do arquiteto, e dois de seus assessores. Depois de uns minutos em que olhamos o mar do alto do edif\u00edcio, parecia que a verticalidade se despeda\u00e7ava no horizonte sem fim onde o mar e o c\u00e9u pareciam se confundir. Novamente, tiramos algumas fotos diante de alguns de seus esbo\u00e7os e uma escultura de Dom Quixote, at\u00e9 que fomos chamados a estar com o grande mestre. Entramos e, em princ\u00edpio, era como o personagem de \u201cApocalipse Now\u201d diante de Marlon Brando. Apertos de m\u00e3os. Abra\u00e7os e apresenta\u00e7\u00f5es. Fernando Arrabal havia me confiado a tarefa de eternizar esse momento. Armei a c\u00e2mera filmadora e deu-se o evento. Eu me sentia diante do sublime, como se fora a passagem de um cometa que acontece a cada centenas de anos ou um terremoto, sei l\u00e1. Arrabal instigava a mem\u00f3ria de Niemeyer at\u00e9 que ele, aos poucos, ora em franc\u00eas, ora em espanhol, se abria rompendo os limites do tempo. O passado e o futuro em Niemeyer escapavam como o merc\u00fario entre os dedos. Tudo era presente, ao vivo. Desde sua estada em Paris, o bairro em que morou, seu sonho comunista, seus projetos e, sem muitos detalhes, mencionou Andr\u00e9 Malraux. Arrabal anunciou o reconhecimento e a admira\u00e7\u00e3o que a obra de Niemeyer significava aos franceses. E, solenemente, num simples e objetivo discurso, entregou-lhe o diploma da Ordem da Gidouille, do Coll\u00e8ge de Pataphysique, nomeando-lhe \u201cBatisseur d\u2019Utopies\u201d (Construtor de Utopias). Eu ficava dividido entre olhar atrav\u00e9s do visor da c\u00e2mera e assistir a cena em aberto, sem o obst\u00e1culo das lentes, essa inenarr\u00e1vel panor\u00e2mica. Niemeyer mostrou-se encantado, mesmo contido em seus 103 anos de idade, quando se sup\u00f5e que n\u00e3o existem mais novidades. Mas era vis\u00edvel que se contentava com esse reconhecimento ao seu trabalho. Depois, Arrabal lhe comunica do convite de Juan Carlos Valera Saiz para realizar uma edi\u00e7\u00e3o de bibliofilia em MEN\u00d9 \u2013 Cahier de Po\u00e8sie (Caderno de Poesia). A edi\u00e7\u00e3o com esbo\u00e7os de Niemeyer e poemas de Arrabal, numa caixa-livro de cristal e a\u00e7o com estruturas encaixadas para recordar um livro aberto, com tiragem de 16 exemplares n\u00e3o comercializ\u00e1veis. Por outro lado, Niemeyer tamb\u00e9m convida Arrabal para escrever um artigo para NOSSO CAMINHO, \u201cRevista de Arquitetura, Arte e Cultura\u201d, dirigida por Oscar e Vera Lucia G. Niemeyer. O tema deve ser sobre guerra, coincidindo, inclusive, com o fato de que a pe\u00e7a \u201cPiquenique no front\u201d, escrita por Fernando Arrabal quando tinha 14 anos est\u00e1 sendo montada em diversas partes do mundo, principalmente, nas zonas de conflito como L\u00edbia e outros pa\u00edses da regi\u00e3o. Continuando a conversa e, ainda instigado por Arrabal, Niemeyer fala do Brasil, seu apoio ao ex-presidente Lula e da atual presidenta Dilma, declarando ter percebido a especial aten\u00e7\u00e3o desses governos para com o povo. A partir da\u00ed confessa uma esp\u00e9cie de frustra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao destino de suas obras, declarando que sempre teve a inten\u00e7\u00e3o de fazer uma obra popular, mas que \u2013 desgra\u00e7adamente \u2013 o povo sempre teve pouco acesso a estas, ficando restritas aos grandes capitalistas e aos governantes. Depois, confirmando outra vez o m\u00e9rito pelo recebimento do diploma de \u201cConstrutor de Utopias\u201d, declara que em sua obra nunca teve a\u00a0 pretens\u00e3o de ser utilitarista, pois tudo o que fez foi tentar aproximar a arquitetura da arte e da cultura. Ainda, analisando a rela\u00e7\u00e3o entre sua id\u00e9ia colocada no papel e a realiza\u00e7\u00e3o sempre tiveram uma certa dist\u00e2ncia. Mas afirma seu contentamento com a realiza\u00e7\u00e3o de sua obra no Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, da cidade espanhola de Avil\u00e9s, colocando-a no plano da mais eficiente como possibilidade da aproxima\u00e7\u00e3o entre a id\u00e9ia e sua concretiza\u00e7\u00e3o. Coincidentemente, foi justamente esta obra que tamb\u00e9m encantou Arrabal e que deu origem ao desejo de que este encontro acontecesse. 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Mas para meu espanto e satisfa\u00e7\u00e3o, ele apenas retrucou: &#8211; Que emocionante!!! O taxi parou na Avenida Atl\u00e2ntica, em frente ao n\u00famero 3.940, Edif\u00edcio Ypiranga. Desembarcamos e, depois de alguns minutos frente ao pr\u00e9dio tirando fotos, atravessamos a avenida, tomamos uma cerveja no quiosque do cal\u00e7ad\u00e3o e nos informamos sobre a exist\u00eancia de hot\u00e9is nas proximidades. Caminhamos mais ou menos um quarteir\u00e3o e meio e conseguimos vaga no terceiro hotel consultado. Guardamos as bagagens e fomos ao encontro. J\u00e1 na portaria, nos anunciamos e fomos convidados a subir ao apartamento de cobertura. Na porta do apartamento, tirei umas fotos de Arrabal diante de uns esbo\u00e7os de algumas obras de Niemeyer num painel encostado na parede. Toquei a campainha e, logo depois, a porta se abre e somos recebidos por Vera Niemeyer, a mulher do arquiteto, e dois de seus assessores. Depois de uns minutos em que olhamos o mar do alto do edif\u00edcio, parecia que a verticalidade se despeda\u00e7ava no horizonte sem fim onde o mar e o c\u00e9u pareciam se confundir. Novamente, tiramos algumas fotos diante de alguns de seus esbo\u00e7os e uma escultura de Dom Quixote, at\u00e9 que fomos chamados a estar com o grande mestre. Entramos e, em princ\u00edpio, era como o personagem de \u201cApocalipse Now\u201d diante de Marlon Brando. Apertos de m\u00e3os. Abra\u00e7os e apresenta\u00e7\u00f5es. Fernando Arrabal havia me confiado a tarefa de eternizar esse momento. Armei a c\u00e2mera filmadora e deu-se o evento. Eu me sentia diante do sublime, como se fora a passagem de um cometa que acontece a cada centenas de anos ou um terremoto, sei l\u00e1. Arrabal instigava a mem\u00f3ria de Niemeyer at\u00e9 que ele, aos poucos, ora em franc\u00eas, ora em espanhol, se abria rompendo os limites do tempo. O passado e o futuro em Niemeyer escapavam como o merc\u00fario entre os dedos. Tudo era presente, ao vivo. Desde sua estada em Paris, o bairro em que morou, seu sonho comunista, seus projetos e, sem muitos detalhes, mencionou Andr\u00e9 Malraux. Arrabal anunciou o reconhecimento e a admira\u00e7\u00e3o que a obra de Niemeyer significava aos franceses. E, solenemente, num simples e objetivo discurso, entregou-lhe o diploma da Ordem da Gidouille, do Coll\u00e8ge de Pataphysique, nomeando-lhe \u201cBatisseur d\u2019Utopies\u201d (Construtor de Utopias). Eu ficava dividido entre olhar atrav\u00e9s do visor da c\u00e2mera e assistir a cena em aberto, sem o obst\u00e1culo das lentes, essa inenarr\u00e1vel panor\u00e2mica. Niemeyer mostrou-se encantado, mesmo contido em seus 103 anos de idade, quando se sup\u00f5e que n\u00e3o existem mais novidades. Mas era vis\u00edvel que se contentava com esse reconhecimento ao seu trabalho. Depois, Arrabal lhe comunica do convite de Juan Carlos Valera Saiz para realizar uma edi\u00e7\u00e3o de bibliofilia em MEN\u00d9 \u2013 Cahier de Po\u00e8sie (Caderno de Poesia). A edi\u00e7\u00e3o com esbo\u00e7os de Niemeyer e poemas de Arrabal, numa caixa-livro de cristal e a\u00e7o com estruturas encaixadas para recordar um livro aberto, com tiragem de 16 exemplares n\u00e3o comercializ\u00e1veis. Por outro lado, Niemeyer tamb\u00e9m convida Arrabal para escrever um artigo para NOSSO CAMINHO, \u201cRevista de Arquitetura, Arte e Cultura\u201d, dirigida por Oscar e Vera Lucia G. Niemeyer. O tema deve ser sobre guerra, coincidindo, inclusive, com o fato de que a pe\u00e7a \u201cPiquenique no front\u201d, escrita por Fernando Arrabal quando tinha 14 anos est\u00e1 sendo montada em diversas partes do mundo, principalmente, nas zonas de conflito como L\u00edbia e outros pa\u00edses da regi\u00e3o. Continuando a conversa e, ainda instigado por Arrabal, Niemeyer fala do Brasil, seu apoio ao ex-presidente Lula e da atual presidenta Dilma, declarando ter percebido a especial aten\u00e7\u00e3o desses governos para com o povo. A partir da\u00ed confessa uma esp\u00e9cie de frustra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao destino de suas obras, declarando que sempre teve a inten\u00e7\u00e3o de fazer uma obra popular, mas que \u2013 desgra\u00e7adamente \u2013 o povo sempre teve pouco acesso a estas, ficando restritas aos grandes capitalistas e aos governantes. Depois, confirmando outra vez o m\u00e9rito pelo recebimento do diploma de \u201cConstrutor de Utopias\u201d, declara que em sua obra nunca teve a\u00a0 pretens\u00e3o de ser utilitarista, pois tudo o que fez foi tentar aproximar a arquitetura da arte e da cultura. Ainda, analisando a rela\u00e7\u00e3o entre sua id\u00e9ia colocada no papel e a realiza\u00e7\u00e3o sempre tiveram uma certa dist\u00e2ncia. Mas afirma seu contentamento com a realiza\u00e7\u00e3o de sua obra no Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, da cidade espanhola de Avil\u00e9s, colocando-a no plano da mais eficiente como possibilidade da aproxima\u00e7\u00e3o entre a id\u00e9ia e sua concretiza\u00e7\u00e3o. Coincidentemente, foi justamente esta obra que tamb\u00e9m encantou Arrabal e que deu origem ao desejo de que este encontro acontecesse. 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