﻿{"id":1477,"date":"2010-10-16T20:52:42","date_gmt":"2010-10-16T18:52:42","guid":{"rendered":"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/?p=1477"},"modified":"2015-08-21T20:38:48","modified_gmt":"2015-08-21T18:38:48","slug":"bresil-oracao-e-o-grande-cerimonial-de-f-arrabal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/2010\/10\/16\/1477\/bresil-oracao-e-o-grande-cerimonial-de-f-arrabal\/","title":{"rendered":"&#8230; Br\u00e9sil&#8230; \u00ab\u00a0Ora\u00e7\u00e3o\u00a0\u00bb e \u00ab\u00a0O Grande Cerimonial\u00a0\u00bb de F.Arrabal&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>\u00ab\u00a0&#8230; Br\u00e9sil&#8230;EL CEMENTERIO DE AUTOMOBILES&#8230;. Grupo Tarahumaras&#8230;\u00a0Wilson Co\u00ealho\u00a0 &#8230;\u00a0 Centro Cultural \u00ab\u00a0Frei Civitella di Trento\u00a0\u00bb&#8230; \u00a0Cariacica-ES, estado (provincia) de Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>\u00ab\u00a0&#8230;en Vit\u00f3ria&#8230; \u00a0estado (provincia) de Esp\u00edrito Santo&#8230; VI Festival Nacional de Teatro \u00ab\u00a0Cidade de Vit\u00f3ria\u00a0\u00bb&#8230; dos obras de Fernando Arrabal&#8230;<\/p>\n<p>\u00ab\u00a0&#8230; <strong>Ora\u00e7\u00e3o<\/strong>, de <strong>Fernando Arrabal<\/strong>, com <strong>S\u00e9rgio Torrente&#8230; <\/strong><strong>VI Festival Nacional de Teatro \u201cCidade de Vit\u00f3ria\u201d&#8230; <\/strong> <strong>Pra\u00e7a Pedro Caetano<\/strong>, <strong>Escola de Teatro e Dan\u00e7a FAFI&#8230;\u00a0\u00bb<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>ORA\u00c7\u00c3O OU CENA CERIMONIAL<\/strong><\/p>\n<p align=\"right\"><strong>Wilson Co\u00ealho<\/strong><\/p>\n<p>Conforme nos assinala Francisco Torres Monreal, a obra de <strong>Fernando Arrabal<\/strong> pode ser dividida em tr\u00eas etapas. A saber, a primeira etapa seria entendida como o teatro ing\u00eanuo ou os dramas sem esperan\u00e7a; a segunda etapa, o Eu pr\u00e9-p\u00e2nico e p\u00e2nico ou os dramas da esperan\u00e7a distante e incerta e, finalmente, a terceira etapa, o Eu e os outros. Esta \u00faltima etapa ainda seria subdividida em tr\u00eas fases. A primeira, o p\u00e2nico-revolucion\u00e1rio, onde os dramas se d\u00e3o como uma esperan\u00e7a imediata. A segunda, o bufo, fase em que os tit\u00e3s s\u00e3o desmitificados pela irris\u00e3o. A terceira, um percurso do desencanto \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o dos deuses. Por p\u00e2nico, conv\u00e9m entendermos que se trata de um movimento que Arrabal, em 1962, juntamente com seus amigos Roland Topor (desenhista), Sternberg (escritor) e Alexandro Jodorowsky (encenador apaixonado pelo \u00ab\u00a0happening\u00a0\u00bb) fundou e que \u2013 etimologicamente \u2013 tem origem no deus grego Pan, a totalidade, onde reuniam o humor com o horror.<\/p>\n<p>Aqui, nos interessa focalizar a primeira etapa, situada entre 1952 e 1957, considerando ser a \u00e9poca em que Fernando Arrabal escreveu <strong><em>Oraison<\/em><\/strong> (Ora\u00e7\u00e3o), quando introduz as t\u00e9cnicas e formas on\u00edricas de sua dramaturgia. Nesta obra, a partir de F\u00eddio e Lilbe (novas denomina\u00e7\u00f5es para Fando, diminutivo de Fernando e, Lis, pron\u00fancia em franc\u00eas de Luce, mulher do autor), Fernando Arrabal faz com que os personagens recorram ao caminho que os levaria \u00e0 bondade, depois de terem assassinado, por pura brincadeira para preencher o tempo, ao filho rec\u00e9m-nascido. Da\u00ed, tendo como base alguns trechos da B\u00edblia, de G\u00eanesis \u00e0 vida de Cristo, onde Deus tamb\u00e9m promove a morte do pr\u00f3prio filho, estamos diante de uma ambienta\u00e7\u00e3o c\u00eanica cerimonial, onde F\u00eddio faz um maravilhoso relato como nos contos de fada para emocionar com ternura sua devo\u00e7\u00e3o \u00e0 sua amada Lilbe.<\/p>\n<p>Num certo sentido, um grande parentesco com a crueldade de Antonin Artaud, embora o texto de Fernando Arrabal seja sublinhado pela candidez infantil de seus personagens. Mas o Cristo de <strong><em>Oraison<\/em><\/strong> n\u00e3o se resume num mero modelo pelo simples fato de sofrer com sua morte a injusti\u00e7a dos \u201cmaus\u201d e, tampouco, por passar sua vida fazendo milagres para ajudar aos fracos. O chamado Cristo n\u00e3o passa de um modelo ut\u00f3pico que, para fazer jus ao <em>status<\/em> n\u00e3o passa de um modelo qualquer que se aprecie.<\/p>\n<p>A montagem de <strong><em>Oraison<\/em><\/strong>, por S\u00e9rgio Torrente, substituindo os atores por bonecos interpretando F\u00eddio e Lilbe, vem contribuir para uma encena\u00e7\u00e3o que muito incomoda a compreens\u00e3o da obra de Fernando Arrabal que desfaz o mito da representa\u00e7\u00e3o, ou seja, a busca de um novo ator que, mesmo livre da id\u00e9ia de \u201cencarnar\u201d o personagem, n\u00e3o se perde em alegorias e, tampouco, sucumbe \u00e0s armadilhas do teatro liter\u00e1rio ou da literatura em cena. Wilson Co\u00ealho<\/p>\n<h1>\u00ab\u00a0O Grande Cerimonial\u00a0\u00bb de F.Arrabal<\/h1>\n<p>Escrito em 1963,\u00a0 <em>O Grande Cerimonial<\/em> narra a hist\u00f3ria de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto, onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que n\u00e3o passa de um projeto, uma fantasia extra\u00edda de seus sonhos.<\/p>\n<p>Baseada no teatro da obscuridade e no teatro do p\u00e2nico, o grupo Teatro Kaus busca revelar na cena o estado de paralisia do seres, o inusitado da vida moderna, que v\u00ea sentido na futilidade das coisas, no tempo sem tempo, na viol\u00eancia exacerbada que \u00e9 comercializada como bijuteria barata pelos manipuladores da massa. A dire\u00e7\u00e3o \u00e9 de Reginaldo nascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1478  aligncenter\" src=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2010\/10\/ORACI\u00d3N-300x272.jpg\" alt=\"ORACI\u00d3N\" width=\"300\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2010\/10\/ORACI\u00d3N-300x272.jpg 300w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2010\/10\/ORACI\u00d3N-620x563.jpg 620w, https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/files\/2010\/10\/ORACI\u00d3N.jpg 1037w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Sinopse<\/strong><\/p>\n<p>O Cerimonial acontece quando Cavanosa encontra a Mulher-menina, a pureza profana que com ele ir\u00e1 desbravar o mundo. Uma hist\u00f3ria de amor \u00e0s avessas, levada \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a traz para cena o mundo claustrof\u00f3bico do autor, o escritor, dramaturgo e cineasta, nascido no Marrocos espanhol em 1932, Fernando Arrabal. E estabelece um jogo permanente entre o belo e o grotesco, a vida e a morte, o sonho e a realidade, a fantasia e os pesadelos, de cinco personagens: Cavanosa, A M\u00e3e, Sil, O Amante e Lis.<\/p>\n<p>Concebida como um ritual proibido, apresenta uma cerim\u00f4nia p\u00e2nica que mistura beleza e horror para aprofundar as quest\u00f5es do vazio da alma, do pesadelo que ser\u00e1 compartilhado pelo p\u00fablico. \u00c9 o absurdo que resiste a todas as quest\u00f5es existenciais; \u00e9 o que fica depois de perguntarmos qual o sentido da exist\u00eancia. A encena\u00e7\u00e3o de <em>O Grande Cerimonial<\/em>, pela \u00f3tica da absurdidade, traz \u00e0 tona esse desejo de ver neste momento de profundas transforma\u00e7\u00f5es no mundo, o que podemos fazer, quando n\u00e3o h\u00e1 nada a Fazer e ao mesmo tempo tudo.<\/p>\n<p><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nDire\u00e7\u00e3o: Reginaldo Nascimento<br \/>\nElenco: Alessandro Hernandez, Am\u00e1lia Pereira, Deborah Scavone, Alessandro Hanel<br \/>\nPrepara\u00e7\u00e3o Corporal: M\u00f4nica Granndo<br \/>\nCen\u00f3grafo: Reginaldo Nascimento<br \/>\nCenot\u00e9cnico: F\u00e1bio Jer\u00f4nimo<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o das bonecas: Suzy Gheler<br \/>\nFigurinos: Anelise Drake e Reginaldo Nascimento<br \/>\nCostureiras: Ben\u00ea e Maria Alice Pereira<br \/>\nIlumina\u00e7\u00e3o: Vanderlei Conte<br \/>\nSonoplastia: Reginaldo Nascimento<br \/>\nFotos: Bob Sousa \/ Viviani Leite<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o Gr\u00e1fica: <strong>Reginaldo Nascimento<\/strong><br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Am\u00e1lia Pereira e Reginaldo Nascimento<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>VI Festival Nacional de Teatro Cidade de Vit\u00f3ria \u2013 O Grande Cerimonial \/ SP<\/em><\/strong><strong><br \/>\nTeatro Kaus<\/strong><\/p>\n<h1><\/h1>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00ab\u00a0&#8230; Br\u00e9sil&#8230;EL CEMENTERIO DE AUTOMOBILES&#8230;. Grupo Tarahumaras&#8230;\u00a0Wilson Co\u00ealho\u00a0 &#8230;\u00a0 Centro Cultural \u00ab\u00a0Frei Civitella di Trento\u00a0\u00bb&#8230; \u00a0Cariacica-ES, estado (provincia) de Esp\u00edrito Santo. \u00ab\u00a0&#8230;en Vit\u00f3ria&#8230; \u00a0estado (provincia) de Esp\u00edrito Santo&#8230; VI Festival Nacional de Teatro \u00ab\u00a0Cidade de Vit\u00f3ria\u00a0\u00bb&#8230; dos obras de Fernando Arrabal&#8230; \u00ab\u00a0&#8230; Ora\u00e7\u00e3o, de Fernando Arrabal, com S\u00e9rgio Torrente&#8230; VI Festival Nacional de Teatro \u201cCidade de Vit\u00f3ria\u201d&#8230; Pra\u00e7a Pedro Caetano, Escola de Teatro e Dan\u00e7a FAFI&#8230;\u00a0\u00bb ORA\u00c7\u00c3O OU CENA CERIMONIAL Wilson Co\u00ealho Conforme nos assinala Francisco Torres Monreal, a obra de Fernando Arrabal pode ser dividida em tr\u00eas etapas. A saber, a primeira etapa seria entendida como o teatro ing\u00eanuo ou os dramas sem esperan\u00e7a; a segunda etapa, o Eu pr\u00e9-p\u00e2nico e p\u00e2nico ou os dramas da esperan\u00e7a distante e incerta e, finalmente, a terceira etapa, o Eu e os outros. Esta \u00faltima etapa ainda seria subdividida em tr\u00eas fases. A primeira, o p\u00e2nico-revolucion\u00e1rio, onde os dramas se d\u00e3o como uma esperan\u00e7a imediata. A segunda, o bufo, fase em que os tit\u00e3s s\u00e3o desmitificados pela irris\u00e3o. A terceira, um percurso do desencanto \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o dos deuses. Por p\u00e2nico, conv\u00e9m entendermos que se trata de um movimento que Arrabal, em 1962, juntamente com seus amigos Roland Topor (desenhista), Sternberg (escritor) e Alexandro Jodorowsky (encenador apaixonado pelo \u00ab\u00a0happening\u00a0\u00bb) fundou e que \u2013 etimologicamente \u2013 tem origem no deus grego Pan, a totalidade, onde reuniam o humor com o horror. Aqui, nos interessa focalizar a primeira etapa, situada entre 1952 e 1957, considerando ser a \u00e9poca em que Fernando Arrabal escreveu Oraison (Ora\u00e7\u00e3o), quando introduz as t\u00e9cnicas e formas on\u00edricas de sua dramaturgia. Nesta obra, a partir de F\u00eddio e Lilbe (novas denomina\u00e7\u00f5es para Fando, diminutivo de Fernando e, Lis, pron\u00fancia em franc\u00eas de Luce, mulher do autor), Fernando Arrabal faz com que os personagens recorram ao caminho que os levaria \u00e0 bondade, depois de terem assassinado, por pura brincadeira para preencher o tempo, ao filho rec\u00e9m-nascido. Da\u00ed, tendo como base alguns trechos da B\u00edblia, de G\u00eanesis \u00e0 vida de Cristo, onde Deus tamb\u00e9m promove a morte do pr\u00f3prio filho, estamos diante de uma ambienta\u00e7\u00e3o c\u00eanica cerimonial, onde F\u00eddio faz um maravilhoso relato como nos contos de fada para emocionar com ternura sua devo\u00e7\u00e3o \u00e0 sua amada Lilbe. Num certo sentido, um grande parentesco com a crueldade de Antonin Artaud, embora o texto de Fernando Arrabal seja sublinhado pela candidez infantil de seus personagens. Mas o Cristo de Oraison n\u00e3o se resume num mero modelo pelo simples fato de sofrer com sua morte a injusti\u00e7a dos \u201cmaus\u201d e, tampouco, por passar sua vida fazendo milagres para ajudar aos fracos. O chamado Cristo n\u00e3o passa de um modelo ut\u00f3pico que, para fazer jus ao status n\u00e3o passa de um modelo qualquer que se aprecie. A montagem de Oraison, por S\u00e9rgio Torrente, substituindo os atores por bonecos interpretando F\u00eddio e Lilbe, vem contribuir para uma encena\u00e7\u00e3o que muito incomoda a compreens\u00e3o da obra de Fernando Arrabal que desfaz o mito da representa\u00e7\u00e3o, ou seja, a busca de um novo ator que, mesmo livre da id\u00e9ia de \u201cencarnar\u201d o personagem, n\u00e3o se perde em alegorias e, tampouco, sucumbe \u00e0s armadilhas do teatro liter\u00e1rio ou da literatura em cena. Wilson Co\u00ealho \u00ab\u00a0O Grande Cerimonial\u00a0\u00bb de F.Arrabal Escrito em 1963,\u00a0 O Grande Cerimonial narra a hist\u00f3ria de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto, onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que n\u00e3o passa de um projeto, uma fantasia extra\u00edda de seus sonhos. Baseada no teatro da obscuridade e no teatro do p\u00e2nico, o grupo Teatro Kaus busca revelar na cena o estado de paralisia do seres, o inusitado da vida moderna, que v\u00ea sentido na futilidade das coisas, no tempo sem tempo, na viol\u00eancia exacerbada que \u00e9 comercializada como bijuteria barata pelos manipuladores da massa. A dire\u00e7\u00e3o \u00e9 de Reginaldo nascimento. Sinopse O Cerimonial acontece quando Cavanosa encontra a Mulher-menina, a pureza profana que com ele ir\u00e1 desbravar o mundo. Uma hist\u00f3ria de amor \u00e0s avessas, levada \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias. A pe\u00e7a traz para cena o mundo claustrof\u00f3bico do autor, o escritor, dramaturgo e cineasta, nascido no Marrocos espanhol em 1932, Fernando Arrabal. E estabelece um jogo permanente entre o belo e o grotesco, a vida e a morte, o sonho e a realidade, a fantasia e os pesadelos, de cinco personagens: Cavanosa, A M\u00e3e, Sil, O Amante e Lis. Concebida como um ritual proibido, apresenta uma cerim\u00f4nia p\u00e2nica que mistura beleza e horror para aprofundar as quest\u00f5es do vazio da alma, do pesadelo que ser\u00e1 compartilhado pelo p\u00fablico. \u00c9 o absurdo que resiste a todas as quest\u00f5es existenciais; \u00e9 o que fica depois de perguntarmos qual o sentido da exist\u00eancia. A encena\u00e7\u00e3o de O Grande Cerimonial, pela \u00f3tica da absurdidade, traz \u00e0 tona esse desejo de ver neste momento de profundas transforma\u00e7\u00f5es no mundo, o que podemos fazer, quando n\u00e3o h\u00e1 nada a Fazer e ao mesmo tempo tudo. Ficha T\u00e9cnica Dire\u00e7\u00e3o: Reginaldo Nascimento Elenco: Alessandro Hernandez, Am\u00e1lia Pereira, Deborah Scavone, Alessandro Hanel Prepara\u00e7\u00e3o Corporal: M\u00f4nica Granndo Cen\u00f3grafo: Reginaldo Nascimento Cenot\u00e9cnico: F\u00e1bio Jer\u00f4nimo Cria\u00e7\u00e3o das bonecas: Suzy Gheler Figurinos: Anelise Drake e Reginaldo Nascimento Costureiras: Ben\u00ea e Maria Alice Pereira Ilumina\u00e7\u00e3o: Vanderlei Conte Sonoplastia: Reginaldo Nascimento Fotos: Bob Sousa \/ Viviani Leite Cria\u00e7\u00e3o Gr\u00e1fica: Reginaldo Nascimento Produ\u00e7\u00e3o: Am\u00e1lia Pereira e Reginaldo Nascimento &nbsp; VI Festival Nacional de Teatro Cidade de Vit\u00f3ria \u2013 O Grande Cerimonial \/ SP Teatro Kaus<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":1479,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[414,924,6489,6488,6491,6490],"class_list":["post-1477","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-miscellannees","tag-arrabal","tag-bresil","tag-cavanosa","tag-o-grande-cerimonial","tag-oraison","tag-teatro-kaus"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>... Br\u00e9sil... &quot;Ora\u00e7\u00e3o&quot; e &quot;O Grande Cerimonial&quot; de F.Arrabal... - Ceci n\u2019est pas un blog<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/laregledujeu.org\/arrabal\/2010\/10\/16\/1477\/bresil-oracao-e-o-grande-cerimonial-de-f-arrabal\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"fr_FR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"... Br\u00e9sil... &quot;Ora\u00e7\u00e3o&quot; e &quot;O Grande Cerimonial&quot; de F.Arrabal... - Ceci n\u2019est pas un blog\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00ab\u00a0&#8230; Br\u00e9sil&#8230;EL CEMENTERIO DE AUTOMOBILES&#8230;. 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A saber, a primeira etapa seria entendida como o teatro ing\u00eanuo ou os dramas sem esperan\u00e7a; a segunda etapa, o Eu pr\u00e9-p\u00e2nico e p\u00e2nico ou os dramas da esperan\u00e7a distante e incerta e, finalmente, a terceira etapa, o Eu e os outros. Esta \u00faltima etapa ainda seria subdividida em tr\u00eas fases. A primeira, o p\u00e2nico-revolucion\u00e1rio, onde os dramas se d\u00e3o como uma esperan\u00e7a imediata. A segunda, o bufo, fase em que os tit\u00e3s s\u00e3o desmitificados pela irris\u00e3o. A terceira, um percurso do desencanto \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o dos deuses. Por p\u00e2nico, conv\u00e9m entendermos que se trata de um movimento que Arrabal, em 1962, juntamente com seus amigos Roland Topor (desenhista), Sternberg (escritor) e Alexandro Jodorowsky (encenador apaixonado pelo \u00ab\u00a0happening\u00a0\u00bb) fundou e que \u2013 etimologicamente \u2013 tem origem no deus grego Pan, a totalidade, onde reuniam o humor com o horror. Aqui, nos interessa focalizar a primeira etapa, situada entre 1952 e 1957, considerando ser a \u00e9poca em que Fernando Arrabal escreveu Oraison (Ora\u00e7\u00e3o), quando introduz as t\u00e9cnicas e formas on\u00edricas de sua dramaturgia. Nesta obra, a partir de F\u00eddio e Lilbe (novas denomina\u00e7\u00f5es para Fando, diminutivo de Fernando e, Lis, pron\u00fancia em franc\u00eas de Luce, mulher do autor), Fernando Arrabal faz com que os personagens recorram ao caminho que os levaria \u00e0 bondade, depois de terem assassinado, por pura brincadeira para preencher o tempo, ao filho rec\u00e9m-nascido. Da\u00ed, tendo como base alguns trechos da B\u00edblia, de G\u00eanesis \u00e0 vida de Cristo, onde Deus tamb\u00e9m promove a morte do pr\u00f3prio filho, estamos diante de uma ambienta\u00e7\u00e3o c\u00eanica cerimonial, onde F\u00eddio faz um maravilhoso relato como nos contos de fada para emocionar com ternura sua devo\u00e7\u00e3o \u00e0 sua amada Lilbe. Num certo sentido, um grande parentesco com a crueldade de Antonin Artaud, embora o texto de Fernando Arrabal seja sublinhado pela candidez infantil de seus personagens. Mas o Cristo de Oraison n\u00e3o se resume num mero modelo pelo simples fato de sofrer com sua morte a injusti\u00e7a dos \u201cmaus\u201d e, tampouco, por passar sua vida fazendo milagres para ajudar aos fracos. O chamado Cristo n\u00e3o passa de um modelo ut\u00f3pico que, para fazer jus ao status n\u00e3o passa de um modelo qualquer que se aprecie. A montagem de Oraison, por S\u00e9rgio Torrente, substituindo os atores por bonecos interpretando F\u00eddio e Lilbe, vem contribuir para uma encena\u00e7\u00e3o que muito incomoda a compreens\u00e3o da obra de Fernando Arrabal que desfaz o mito da representa\u00e7\u00e3o, ou seja, a busca de um novo ator que, mesmo livre da id\u00e9ia de \u201cencarnar\u201d o personagem, n\u00e3o se perde em alegorias e, tampouco, sucumbe \u00e0s armadilhas do teatro liter\u00e1rio ou da literatura em cena. Wilson Co\u00ealho \u00ab\u00a0O Grande Cerimonial\u00a0\u00bb de F.Arrabal Escrito em 1963,\u00a0 O Grande Cerimonial narra a hist\u00f3ria de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto, onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que n\u00e3o passa de um projeto, uma fantasia extra\u00edda de seus sonhos. Baseada no teatro da obscuridade e no teatro do p\u00e2nico, o grupo Teatro Kaus busca revelar na cena o estado de paralisia do seres, o inusitado da vida moderna, que v\u00ea sentido na futilidade das coisas, no tempo sem tempo, na viol\u00eancia exacerbada que \u00e9 comercializada como bijuteria barata pelos manipuladores da massa. A dire\u00e7\u00e3o \u00e9 de Reginaldo nascimento. Sinopse O Cerimonial acontece quando Cavanosa encontra a Mulher-menina, a pureza profana que com ele ir\u00e1 desbravar o mundo. Uma hist\u00f3ria de amor \u00e0s avessas, levada \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias. A pe\u00e7a traz para cena o mundo claustrof\u00f3bico do autor, o escritor, dramaturgo e cineasta, nascido no Marrocos espanhol em 1932, Fernando Arrabal. E estabelece um jogo permanente entre o belo e o grotesco, a vida e a morte, o sonho e a realidade, a fantasia e os pesadelos, de cinco personagens: Cavanosa, A M\u00e3e, Sil, O Amante e Lis. 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Grupo Tarahumaras&#8230;\u00a0Wilson Co\u00ealho\u00a0 &#8230;\u00a0 Centro Cultural \u00ab\u00a0Frei Civitella di Trento\u00a0\u00bb&#8230; \u00a0Cariacica-ES, estado (provincia) de Esp\u00edrito Santo. \u00ab\u00a0&#8230;en Vit\u00f3ria&#8230; \u00a0estado (provincia) de Esp\u00edrito Santo&#8230; VI Festival Nacional de Teatro \u00ab\u00a0Cidade de Vit\u00f3ria\u00a0\u00bb&#8230; dos obras de Fernando Arrabal&#8230; \u00ab\u00a0&#8230; Ora\u00e7\u00e3o, de Fernando Arrabal, com S\u00e9rgio Torrente&#8230; VI Festival Nacional de Teatro \u201cCidade de Vit\u00f3ria\u201d&#8230; Pra\u00e7a Pedro Caetano, Escola de Teatro e Dan\u00e7a FAFI&#8230;\u00a0\u00bb ORA\u00c7\u00c3O OU CENA CERIMONIAL Wilson Co\u00ealho Conforme nos assinala Francisco Torres Monreal, a obra de Fernando Arrabal pode ser dividida em tr\u00eas etapas. A saber, a primeira etapa seria entendida como o teatro ing\u00eanuo ou os dramas sem esperan\u00e7a; a segunda etapa, o Eu pr\u00e9-p\u00e2nico e p\u00e2nico ou os dramas da esperan\u00e7a distante e incerta e, finalmente, a terceira etapa, o Eu e os outros. Esta \u00faltima etapa ainda seria subdividida em tr\u00eas fases. A primeira, o p\u00e2nico-revolucion\u00e1rio, onde os dramas se d\u00e3o como uma esperan\u00e7a imediata. A segunda, o bufo, fase em que os tit\u00e3s s\u00e3o desmitificados pela irris\u00e3o. A terceira, um percurso do desencanto \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o dos deuses. Por p\u00e2nico, conv\u00e9m entendermos que se trata de um movimento que Arrabal, em 1962, juntamente com seus amigos Roland Topor (desenhista), Sternberg (escritor) e Alexandro Jodorowsky (encenador apaixonado pelo \u00ab\u00a0happening\u00a0\u00bb) fundou e que \u2013 etimologicamente \u2013 tem origem no deus grego Pan, a totalidade, onde reuniam o humor com o horror. Aqui, nos interessa focalizar a primeira etapa, situada entre 1952 e 1957, considerando ser a \u00e9poca em que Fernando Arrabal escreveu Oraison (Ora\u00e7\u00e3o), quando introduz as t\u00e9cnicas e formas on\u00edricas de sua dramaturgia. Nesta obra, a partir de F\u00eddio e Lilbe (novas denomina\u00e7\u00f5es para Fando, diminutivo de Fernando e, Lis, pron\u00fancia em franc\u00eas de Luce, mulher do autor), Fernando Arrabal faz com que os personagens recorram ao caminho que os levaria \u00e0 bondade, depois de terem assassinado, por pura brincadeira para preencher o tempo, ao filho rec\u00e9m-nascido. Da\u00ed, tendo como base alguns trechos da B\u00edblia, de G\u00eanesis \u00e0 vida de Cristo, onde Deus tamb\u00e9m promove a morte do pr\u00f3prio filho, estamos diante de uma ambienta\u00e7\u00e3o c\u00eanica cerimonial, onde F\u00eddio faz um maravilhoso relato como nos contos de fada para emocionar com ternura sua devo\u00e7\u00e3o \u00e0 sua amada Lilbe. Num certo sentido, um grande parentesco com a crueldade de Antonin Artaud, embora o texto de Fernando Arrabal seja sublinhado pela candidez infantil de seus personagens. Mas o Cristo de Oraison n\u00e3o se resume num mero modelo pelo simples fato de sofrer com sua morte a injusti\u00e7a dos \u201cmaus\u201d e, tampouco, por passar sua vida fazendo milagres para ajudar aos fracos. O chamado Cristo n\u00e3o passa de um modelo ut\u00f3pico que, para fazer jus ao status n\u00e3o passa de um modelo qualquer que se aprecie. A montagem de Oraison, por S\u00e9rgio Torrente, substituindo os atores por bonecos interpretando F\u00eddio e Lilbe, vem contribuir para uma encena\u00e7\u00e3o que muito incomoda a compreens\u00e3o da obra de Fernando Arrabal que desfaz o mito da representa\u00e7\u00e3o, ou seja, a busca de um novo ator que, mesmo livre da id\u00e9ia de \u201cencarnar\u201d o personagem, n\u00e3o se perde em alegorias e, tampouco, sucumbe \u00e0s armadilhas do teatro liter\u00e1rio ou da literatura em cena. Wilson Co\u00ealho \u00ab\u00a0O Grande Cerimonial\u00a0\u00bb de F.Arrabal Escrito em 1963,\u00a0 O Grande Cerimonial narra a hist\u00f3ria de Cavanosa, um Casanova as avessas que todas as noites seduz uma mulher e a leva a seu quarto, onde estabelece o cerimonial: um rito tresloucado de amor, que n\u00e3o passa de um projeto, uma fantasia extra\u00edda de seus sonhos. 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